Porto Alegre, 18 de novembro de 2014 – Os contratos futuros da soja
negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em
baixa. A aceleração nas vendas por parte dos produtores americanos garantiu a
retração das cotações.
Outro fator que contribuiu para a queda nos preços é a confirmação de
que os Estados Unidos colherão a maior safra da sua história, assegurada com a
quase finalização da colheita americana.
Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a
área já colhida com soja nos Estados Unidos atingiu 94% do projetado, na
semana encerrada em 16 de novembro. Na semana passada, 90% da área havia sido
colhida. No ano passado, 94% já havia sido colhido. A média das cinco
temporadas anteriores é de 96%.
Ontem, o mercado encerrou com bons ganhos, determinados por novos sinais de
forte demanda pela soja americana. O esmagamento de soja em outubro superou as
expectativas do mercado e as inspeções de exportação subiram 25% na semana,
atingindo recorde para o período. Hoje, no entanto, o dia foi de correção.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de
13,00 centavos de dólar por bushel, a US$ 10,23 1/4 por bushel. A posição
março de 2015 teve cotação de US$ 10,31 por bushel, baixa de 13,00 centavos.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo caiu US$ 9,10 por tonelada,
sendo negociada a US$ 378,00 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em dezembro fecharam a 32,65 centavos de dólar, com alta de 0,20
centavo por libra-peso.
