Porto Alegre, 11 de novembro de 2014 – O mercado de milho foi mais
movimentado ao longo do dia,. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando
Henrique Iglesias, três principais fatores justificam o comportamento mais
agressivo dos preços: a alta dos contratos futuros em Chicago, a
desvalorização do real e o clima desfavorável no interior de São Paulo.
As possibilidades de perda na safra de verão começam a aumentar em
virtude do clima seco, justamente quando se inicia o processo de germinação.
Além disso, o produtor sustenta a sua estratégia de reter a maior parcela da
oferta. Da mesma maneira que os principais compradores do mercado,
principalmente as tradings foram mais ativas ao longo do dia, indicando preços
de compra mais acentuados se compararmos ao início desta semana. Weather Market
segue muito relevante ao longo das próximas semanas.
O porto de Paranaguá teve preço de R$ 27,50/28, contra R$ 27/28,00 de
ontem. No Porto de Santos, o preço subiu de R$ 27,50/28,00 para R$ 28,00/28,50.
No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$
23,50/24,50, contra R$ 22,50/23,50 de ontem. Em São Paulo, o preço passou de
R$ 24,00/25,00 para R$ 24,50/25,50, na Mogiana. Em Campinas CIF, preços a R$
28,00/28,50, contra R$ 27,50/28,00 DE ONTEM
No Rio Grande do Sul, preço em estabilidade, a R$ 25,50/26,50, em
Erechim. Em Minas Gerais, preço sem mudanças em Uberlândia, a R$
24,50/25,00. Em Goiás, preço com estabilidade, a R$ 20,50/21,00, em Rio Verde.
Em Mato Grosso, preço em R$ 17,50/18,50, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços mais altos. O mercado foi sustentado por um movimento de
compras por parte de especuladores, levando em conta os recentes ajustes
promovidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos na expectativa de
safra 2014/15 do país.
Ontem, o USDA informou que a projeção de safra norte-americana caiu de
14,475 bilhões de bushels para 14,407 bilhões de bushels, enquanto o mercado
trabalhava com uma expectativa de safra de 14,528 bilhões de bushels. O
Departamento reduziu a estimativa de produtividade para 173,4 bushels por acre,
abaixo dos 174,2 bushels por acre indicados em outubro e aquém dos 175 bushels
por acre previstos pelo mercado.
O Departamento estimou que a produção global deverá ficar em 990,32
milhões de toneladas, abaixo das 990,69 milhões de toneladas previstas no mês
passado. Os estoques finais de passagem, porem, foram projetados em 191,50
milhões de toneladas, acima das 190,58 milhões de toneladas indicadas em
outubro e à frente também das 190,7 milhões de toneladas previstas pelo
mercado.
A posição dezembro finalizou cotada a US$ 3,73 3/4, com alta de 4,50
centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição março/15
finalizou cotada a US$ 3,86 1/2 por bushel, ganho de 4,50 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,31%,
cotado a R$ 2,5560 na compra e a R$ 2,5580 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,5540 e a máxima de R$ 2,5720.
