Porto Alegre, 7 de novembro de 2014 – Os preços da soja subiram no
mercado brasileiro nesta semana, impulsionados pela firmeza do dólar frente ao
real. A Bolsa de Mercadorias de Chicago oscilou bastante, encerrando o período
com pequena valorização, contribuindo para a recuperação dos referenciais
internos.
Mesmo com a melhora nas cotações internas, a comercialização seguiu em
ritmo moderado, com negócios pontuais. Os produtores brasileiros de soja
negociaram 17% da safra 2014/15 de forma antecipada, segundo levantamento
divulgado por SAFRAS & Mercado, com base em dados recolhidos até 3 de novembro.
No levantamento anterior, de 2 de outubro, o número era de 12%.
Em igual período do ano passado, a comercialização envolvia 33% e a
média para o período é de 36%. Levando-se em conta uma safra estimada em
95,9 milhões de toneladas, o volume de soja já comprometido chega a 16,419
milhões de toneladas.
Em relação à safra 2013/14, o número de SAFRAS é de 95% da safra
2013/14. Em igual período do ano passado, a comercialização envolvia 92% e a
média para o período também é de 92%. Levando-se em conta uma safra
estimada em 86,623 milhões de toneladas, o volume de soja já comprometido
chega a 82,292 milhões de toneladas.
Entre os dias 30 de outubro e 6 de novembro, a saca de 60 quilos subiu de
R$ 64,00 para R$ 64,50 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço passou de
R$ 59,00 para R$ 64,50. No Mato Grosso, o preço avançou de R$ 59,00 para R$
62,00, na região de Rondonópolis (MT). Em Dourados (MS) e em Rio Verde (GO),
as cotações passaram de R$ 60,00 para R$ 63,00.
A alta interna foi garantida pela maior competitividade na exportação,
determinada pelo câmbio favorável. Em meio à perda de confiança do mercado
financeiro em relação ao governo Dilma e ao fortalecimento da economia
americana, o dólar comercial subiu 6,4% no período, encerrando a quinta a R$
2,562.
Os contratos futuros oscilaram muito ao longo da semana. Iniciaram com
perdas acentuadas, refletindo o bom avanço da colheita e a consolidação de
safra recorde nos Estados Unidos. Na quarta e na quinta, no entanto, o mercado
reagiu, devido à boa demanda pela soja americana. As expectativas se voltam
agora para o relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA), que será divulgado na segunda, 10.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
