Porto Alegre 29 de agosto de 2016 – O mercado brasileiro de trigo não
apresentou mudanças significativas no quadro registrado nos últimos meses.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a liquidez se
mantém baixa, apesar de alguns produtores paranaenses ofertarem o restante de
seu cereal estocado, visando abrir espaços em seus armazéns para a entrada da
safra nova. Eles estão dispostos a negociar inclusive a preços inferiores as
referências, fator que pressionou o mercado no estado”.
No Rio Grande do Sul, de acordo com o analista, o mercado segue em ritmo
ainda mais lento, dada a baixa disponibilidade do cereal, devido às compras
pelas indústrias de ração. “Neste momento, com o milho mais atrativo, estas
compras cessaram. O mercado brasileiro aguarda a entrada da safra nova para
voltar a negociar, e também reaquecer a comercialização, elevando a liquidez
interna”, analisa.
Conforme Pinheiro, boa parte dos moinhos de grande porte vem comprando sua
matéria-prima no mercado internacional, bastante atrativo frente às
referências internas, pelas paridades de importação. “Vale destacar
também, que o mercado se mantendo estável, não apresentou oscilações nas
cotações. Neste início de semana, a expectativa permanecer de manutenção
deste quadro”, finaliza.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou as
operações de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado caiu
pela sexta sessão consecutiva, e operou próximo dos piores patamares em três
semanas, com a ampla oferta global do trigo e com a possível redução na
demanda por parte do Egito.
As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 511.965
toneladas na semana encerrada no dia 25 de agosto, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido
536.703 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora
de 626.634 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as
inspeções somam 6.488.672 toneladas, contra 5.112.758 toneladas no acumulado
do ano-safra anterior.
Os contratos com entrega em setembro fecharam negociados a US$ 3,70 1/2 por
bushel, recuo de 13,00 centavos em relação ao fechamento anterior. Os
contratos com entrega em dezembro fecharam negociados a US$ 3,97, perda de
10,50 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações em baixa de 1,16%, cotado a R$
3,2310 para compra e a R$ 3,2330 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2310 e a máxima de R$ 3,2920.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
