Porto Alegre, 29 de maio de 2015 – O mercado brasileiro de trigo se
manteve estável nessa semana, devido à baixa liquidez do mercado. A indústria
segue retraída e bem abastecida, aguardando a entrada da próxima safra, ou
seja, os moinhos aguardam a pressão baixista da entrada do produto para voltar
às compras.
Já pelo lado da oferta, o mercado interno apresenta um cenário positivo a
curto prazo, pois a forte valorização da moeda norte-americana no decorrer da
semana fez as paridades de importação se elevassem ainda mais. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, “vale ressaltar que o trigo
uruguaio, que estava abaixo do nacional no decorrer da semana anterior, agora
entra no país cerca de 3,2% acima dos preços praticados no mercado interno.
Bem como o trigo paraguaio que agora é importado por volta de 0,2% acima das
cotações nacionais”.
Para o início da próxima semana, a tendência é de alta, visto que as
paridades de importação dos principais fornecedores estão cada vez mais
elevadas, entretanto a baixa liquidez pode manter os preços nos patamares
atuais.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou as
operações de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi
pressionado pelo fraco desempenho das vendas líquidas norte-americanas de
trigo, apesar dos baixos patamares de preço registrados atualmente.
A informação por parte de agências internacionais de que o Egito
importou 240 mil toneladas de trigo da Rússia e da Romênia, em detrimento ao
cereal norte-americano, também pesa sobre os negócios.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as
vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial
2014/15, que tem início em 1o de junho, ficaram em 42.500 toneladas na semana
encerrada em 21 de maio. Houve queda de 43% sobre a semana anterior e um
recuo considerável na média das últimas quatro semanas. Para a temporada
2015/16, foram exportadas mais 253.600 toneladas.
Os contratos com entrega em julho de fecharam negociados a US$ 4,77 por
bushel, baixa de 11,75 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior. Os
contratos com entrega em setembro fecharam negociados a US$ 4,82 1/4 por
bushel, com ganho de 12,25 centavos em relação ao fechamento anterior.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,72%,
cotado a R$ 3,1850 na compra e a R$ 3,1870 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1370 e a máxima de R$ 3,1950.
