Porto Alegre, 23 de junho de 2016 – O mercado brasileiro de trigo nesta
quinta-feira operou com tendência baixista, apesar do período entressafra, e
também do baixo volume disponível para comercialização no âmbito
doméstico. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, isso
decorre da pressão dos preços do milho, que estão recuando com evolução da
colheita da safrinha.
“Apesar desta conjuntura, o mercado pode apresentar elevações, caso
ocorra quebra de safra no milho, ou somente mantenha os preços nominais,
devido à falta de comercialização no país, sem responder às variáveis do
mercado. No Rio Grande do Sul, segundo a Emater/RS, as condições climáticas
favoráveis permitiram que a semeadura chegue, no geral estadual, a 45% da área
estimada”, destaca Pinheiro.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou as
operações de hoje com preços mais baixos. O mercado avalia o fraco
desempenho das vendas líquidas semanais de trigo dos Estados Unidos.
Conforme o Departamento de Agricultura do País (USDA), as vendas líquidas
norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2016/17, que tem
início em 1o de junho, ficaram em 462.700 mil toneladas na semana encerrada
em 16 de junho. Filipinas lideraram as compras com 124.400 toneladas.
O mercado apostava em número entre 300 e 650 mil toneladas.mantém os
ganhos registrados mais cedo, avaliando a situação das lavouras de trigo
primavera do país, que apresentaram uma diminuição no percentual em
condições boas a excelentes. O dólar se desvalorizando frente a outras moedas
também ajuda a trazer suporte às cotações.
Os contratos com entrega em julho fecharam negociados a US$ 4,54 1/4 por
bushel, baixa de 4,50 centavos em relação ao fechamento anterior. Os contratos
com entrega em setembro fecharam negociados a US$ 4,65 3/4, baixa de 6,50
centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,94%,
cotado a R$ 3,3430 para compra e a R$ 3,3450 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3400 e máxima de R$ 3,3740.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
