Porto Alegre, 26 de junho de 2019 – O mercado interno de soja teve preços predominantemente mais baixos nesta quarta-feira, acompanhando a desvalorização das cotações futuras em Chicago e diante do dólar volátil.
O dia foi mais uma vez sem registro de negócios com grandes volumes para a soja, uma vez que a comercialização do milho segue no centro das atenções.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 78,50 para R$ 78,00. Na região das Missões, a cotação diminuiu de R$ 77,50 para R$ 77,00 a saca. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 82,50 para R$ 82,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 76,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 83,50 para R$ 82,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 70,50 para R$ 7,00. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 70 a saca, contra R$ 71,00 a saca. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 70,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. O mercado caiu pela segunda sessão consecutiva, pressionado pelo clima favorável à finalização do plantio nos Estados Unidos.
Os agentes também buscam posicionamento frente aos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na sexta. O USDA deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 84,6 milhões de acres, com recuo sobre o ano anterior e leve baixa na comparação com a intenção de plantio.
A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 84,592 milhões de acres, abaixo dos 89,196 milhões de acres cultivados em 2017.
No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio.
Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,617 milhões de acres.
O Departamento vai divulgar na sexta também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,856 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,716 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,219 bilhão de bushels armazenados.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 9,25 centavos de dólar por libra-peso ou 1,02%, a US$ 8,94 1/4 por bushel. A posição setembro teve cotação de US$ 8,99 3/4 por bushel, com perda de 9,00 centavos de dólar por libra-peso ou 0,99%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com retração de US$ 2,30 ou 0,72%, a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,81 centavos de dólar, com baixa de 0,19 centavo ou 0,67%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,12%, negociado a R$ 3,8460 para a compra e a R$ 3,8480 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8590 e a mínima de R$ 3,8350.
Agenda de quinta
– Projeção mundial de grãos 2019/20 – CIG, durante a manhã.
– Alemanha: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de junho será publicada às 9h pelo Destatis.
– EUA: A terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2019 será publicada às 9h30 pelo Departamento do Comércio.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
