SOJA: Relatório USDA do dia 31 é o centro das atenções do

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque para o relatório USDA, do próximo dia 31, indicando a intenção do plantio dos produtores norte-americanos de soja. As dicas são do analista de soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

– Na próxima semana, as atenções estarão todas voltadas ao relatório de
intenção do USDA de terça-feira (31). A expectativa é de um aumento da área de soja em relação à semeada em 2014. O tamanho deste ajuste positivo é que traz incertezas. O USDA pode surpreender. Na CBOT, o 1 suporte para o contrato spot (maio/15) fica em US$ 9,60 por bushel, enquanto o 2 suporte fica em US$ 9,40. Já a resistência fica em US$ 10,00 por bushel.

– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 26 de março teve uma
semana menos movimentada nas diversas praças de negociação do país. O recuo do dólar trouxe oscilações mistas aos preços praticados internamente, mas com maior tendência negativa. Isso retraiu um pouco a ponta vendedora, que na semana anterior esteve bastante ativa no mercado. Apesar disso, houve registro de boas movimentações em pontos isolados.

– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 60,00/60 kg, com queda de 0,83% frente à cotação de R$ 60,50 da última sexta-feira, dia 20 (R$ 58,00 em 2014). Em Paranaguá, a base ficou em R$ 69,50, com queda de 2,11% frente à cotação de R$ 71,00 da última sexta-feira (R$ 71,00 em 2014).

– A base de compra do prêmio para abril/15 em Paranaguá ficou em +US$ 38
cents/bushel, mais fraco frente à semana anterior, mas apenas teórico, sem
ofertas. Para maio/15, a base de compra do prêmio ficou em +US$ 40
cents/bushel. A taxa de câmbio teve queda, passando de R$ 3,2417 para R$
3,1909.

– No mercado externo, a semana terminou novamente mista, sem tendência definida e com poucas variações. No acumulado do período, com o fechamento do dia 26 na CBOT, as posições spot registraram altas de 0,08% no grão e 1,60% no óleo, e queda de 1,42% no óleo.

– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições mais uma vez frente à demanda pela soja norte-americana, valorização do dólar e
evolução da colheita na América do Sul. Além disso, os agentes já estão
atentos ao relatório de intenção de plantio da nova safra norte-americana.

– O mercado continua de olho nos sinais de demanda pela soja norte-americana em um cenário de deslocamento da procura mundial para a safra sul-americana. Na América do Sul, a safra se desenvolve bem, apesar das perdas já registradas em alguns estados produtores do Brasil. A colheita brasileira retomou um bom ritmo. Na Argentina, o clima vem ajudando e a expectativa é de safra cheia.

– Apesar disso, o principal foco dos agentes ficou sobre o esperado relatório de intenção de plantio da nova safra norte-americana, que será divulgado na terça-feira, dia 31. O sentimento é de que os Estados Unidos deverão cultivar mais soja em 2015, devido aos preços mais remuneradores na comparação com o milho. Os indicativos são mesmo de opção pela oleaginosa, que deverá ter a maior área da história dos EUA.