SOJA: Queda de Chicago provoca perdas no mercado doméstico

   Porto Alegre, 8 de dezembro de 2020 – Diante da volatilidade do dólar e da queda dos contratos futuros em Chicago, os preços da soja voltaram a cair no mercado disponível brasileiro. Sem oferta e com negociadores distantes, a comercialização travou.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu R$ 148,00 para R$ 143,00. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 147,00 para R$ 144,00. No porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 152,00 para R$ 146,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 143,00 para R$ 142,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 149,00 para R$ 147,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 149,00 para R$ 151,00. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 145,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 145,00 para R$ 136,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelas preocupações com a tensão comercial entre Estados Unidos e China, que poderiam afetar a demanda asiática pela oleaginosa americana.

    A ausência de anúncio de vendas de soja por parte dos exportadores privados reforçou esse sentimento e ajudou a pressionar o mercado. O clima de chuvas na América do Sul, beneficiando as lavouras, e o posicionamento de carteiras frente ao relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) completaram o quadro baixista.

   O USDA deverá reduzir a sua estimativa para os estoques de soja americanos e globais para a temporada 2020/21. O relatório de dezembro do Departamento será divulgado na quinta, às 14hs.

    Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques dos EUA em 165 milhões de bushels. Em novembro, a previsão ficou em 190 milhões.

    A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 85,5 milhões de toneladas, contra 86,5 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 95,3 milhões para 94,7 milhões de toneladas.

   O USDA deverá indicar ainda uma safra brasileira em 2020/21 de 132,3 milhões de toneladas. Em novembro, o USDA indicou produção de 133 milhões de toneladas. A safra argentina também deverá ter sua estimativa cortada, passando de 51 milhões para 50,4 milhões de toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 12,75 centavos de dólar por libra-peso ou 1,1% a US$ 11,45 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,51 1/2 por bushel, com perda de 11,00 centavos ou 0,94%.

    Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo recuou US$ 5,40 ou 1,41% a US$ 376,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 37,44 centavos de dólar, baixa de 0,59 centavo ou 1,55%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,1310 para venda e a R$ 5,1290 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0640 e a máxima de R$ 5,1400

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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