Porto Alegre, 11 de junho maio de 2015 – Os contratos futuros da soja
negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira
com preços mais baixos. O cenário fundamental de ampla oferta global da
oleaginosa voltou a pesar sobre as cotações.
Hoje, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a sua
estimativa para a safra brasileira em 2014/15. Segundo o levantamento, o Brasil
colheu a maior safra da história, de 96,044 milhões de toneladas. No
relatório anterior, a previsão era de 95,07 milhões de toneladas.
Além da supersafra sul-americana, a expectativa de que os Estados Unidos
cultivem uma área acima do esperado inicialmente também pressiona o mercado.
No próximo dia 30, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
divulgará o relatório de área plantada e o mercado aposta na confirmação
deste sentimento.
Ontem, o USDA cortou as estimativas de estoques finais dos Estados Unidos,
tanto em 2014/15 como em 2015/16. A redução foi maior do que a projetada pelo
mercado, mas não impactou positivamente nos preços. De maneira geral, o
quadro de uma ampla oferta da oleaginosa.
As exportações semanais americanas ficaram dentro do esperado. Juntando
as duas temporadas, as vendas ficaram em 553.300 toneladas. A previsão do
mercado era de um número entre 150 mil e 600 mil toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
9,50 centavos de dólar, a US$ 9,40 por bushel. A posição agosto teve
cotação de US$ 9,22 3/4 por bushel, perda de 12,00 centavos de dólar.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo recuou US$ 1,00 por tonelada,
sendo negociada a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho fecharam a 33,29 centavos de dólar, perda de 0,58 centavo.
