Porto Alegre, 9 de abril de 2021 – Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nesta sexta, acompanhando a disparando do dólar e a reação dos prêmios. Em dia de USDA baixista, a movimentação foi escassa, com os produtores focando na colheita.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 167,00. Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 166,00. No porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 173,00 para R$ 174,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 164,00 para R$ 166,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 172,00 para R$ 173,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 164,00 para R$ 165,00. Em Dourados (MS), a cotação aumentou de R$ 155,00 para R$ 157,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 161,00.
Comercialização
A comercialização da safra 2020/21 de soja do Brasil envolve 67,4% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 9 de abril. No relatório anterior, com dados de 10 de março, o número era de 62,7%.
Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 73,9% e a média para o período é de 56,2%. Levando-se em conta uma safra estimada em 134,09 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 90,42 milhões de toneladas.
No período, a comercialização evoluiu pouco e, com isso, o total negociado da safra 20/21 ficou abaixo do percentual de igual período do ano passado. Mas seguem bem acima da média para o período, devido à elevação consistente dos preços.
As vendas antecipadas da safra 2021/22 estão bem adiantadas, reflexo dos bons preços praticados em 2020 e nesse começo de 2021. Levando-se em conta uma safra hipotética mínima para a temporada – igual a do ano anterior -, SAFRAS estima uma comercialização antecipada de 14,2%, envolvendo 18,97 milhões de toneladas.
Como essas vendas foram feitas de forma muito adiantada, não há comparativo com o ano anterior e nem com a média para o período. A primeira estimativa para a safra brasileira 2021/22 será divulgada em julho por SAFRAS & Mercado.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em baixa, reduzindo e quase zerando a alta semanal. O mercado acentuou as perdas após o relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou um cenário de maior oferta global da oleaginosa.
O USDA manteve a estimativa para os estoques americanos em 2020/21, enquanto o mercado apostava em corte. Também repetiu a estimativa para a safra da Argentina, contrariando o sentimento de queda. Além disso, elevou a previsão para a safra do Brasil a um patamar acima do esperado.
Os estoques finais americanos estão estimados em 120 milhões de bushels ou 3,26 milhões de toneladas, sem alteração. O mercado apostava em carryover de 119 milhões ou 3,24 milhões de toneladas.
O relatório projetou safra mundial de soja em 2020/21 de 363,19 milhões de toneladas. Em março, o número era de 361,82 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 86,87 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 83,7 milhões de toneladas. Em março, a previsão era de 83,74 milhões de toneladas.
A projeção do USDA aposta em safra americana de 112,55 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 136 milhões de toneladas, contra 134 milhões de março. O mercado apostava em safra de 134,4 milhões de toneladas.
A Argentina deverá produzir 47,5 milhões de toneladas, repetindo a previsão anterior. O mercado estimava um corte, para 46,8 milhões de toneladas. A previsão de importação da China foi mantida em 100 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 12,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,86% a US$ 14,03 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 13,98 1/4 por bushel, com perda de 11,50 centavos ou 0,81%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 5,60 ou 1,37% a US$ 401,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 52,85 centavos de dólar, perda de 0,53 centavo ou 0,99%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,79%, sendo negociado a R$ 5,6740 para venda e a R$ 5,6720 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5870 e a máxima de R$ 5,6830. Na semana, o dólar comercial registrou recuo de 0,65%.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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