SOJA: Mercado volta atenções ao clima na América do Sul – SAFRAS

Porto Alegre, 17 de novembro de 2017 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem, voltando o foco para o clima na América do Sul. As dicas são do analista da SAFRAS
Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– O mercado mantém todas as atenções voltadas para o clima na América do Sul. Sinais de demanda pela soja dos EUA também podem chamar a atenção.

– Os trabalhos de plantio da nova safra sulameriacana evoluem à medida que o clima ajuda.

– No Brasil, a primeira quinzena de novembro foi extremamente favorável aos solos dos estados da faixa central do país devido ao retorno das chuvas. Frente a isso, o ritmo da semeadura, que estava bastante atrasado, começou a melhorar em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, recuperando boa parte dos atrasos.

– As chuvas também chegaram em bom volume na região do MATOPIBA, permitindo um início sem problemas nos trabalhos da região.

– No Sul, alguns excessos de umidade foram registrados em Santa Catarina e no Paraná, mas sem grandes problemas derivados.

– A melhora climática no Brasil é sentida por Chicago, que se posiciona frente a um potencial produtivo ainda cheio.

– Na Argentina, os trabalhos de plantio começaram em um panorama de clima ainda irregular, mas sem problemas relevantes para as principais províncias produtoras.

– As atenções seguem redobradas para o verão sulamericano com a iminente chegada do fenômeno La Niña, que pode trazer problemas para região Sul do Brasil e maior parte daArgentina.

– Até o momento, o panorama climático continua positivo. Os próximos 15 dias serão de regularidade de chuvas em todas as regiões produtoras do Brasil, o que deve continuar a favorecer um bom desenvolvimento inicial da safra.

– Chicago permanece pressionado pela entrada da safra dos EUA e melhora climática na América do Sul, embora a demanda internacional aquecida traga suporte. O novo contrato spot (janeiro/18) deve continuar trabalhando na faixa
entre US$ 9,50 e US$ 10,00 por bushel, com suporte intermediário em US$ 9,65. Apenas uma mudança climática pode levar ao rompimento desta faixa.

Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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