Porto Alegre, 4 de outubro de 2021 – As margens líquidas para campos alugados de soja seguem recuando na região central da Argentina, segundo relatório divulgado pela Bolsa de Comercio de Rosário (BCR).
A última atualização das margens líquidas de setembro mostra como os cereais continuam a se firmar, apesar dos aumentos de fertilizantes e dos aumentos dos insumos de soja, o que pesa sobre os preços atuais das commodities.
Entre junho e setembro, a margem líquida para a primeira safra de soja caiu 16% e para a segunda safra 8%. Deve-se ter em mente que mais de 60 a 70% da área cultivada com a oleosa da região central da Argentina é feita nesta situação e que essas margens são feitas levando em conta um longo frete de 150 quilômetros. Então além desse limite, os resultados são menores. Além do preço interno da soja, nessa atualização também pesa o aumento de insumos como o glifosato, ou a fertilização com MAP (monofosfato mono amônio) como entrada.
Por outro lado, o milho responde ao aumento significativo e sustentado da fertilização. Para a mesma situação, no campo alugado, a comparação das margens líquidas de setembro a junho mostra uma melhora de 5%. O milho precoce continua a ocupar o primeiro lugar no pódio de resultados.
O trigo também é favorável em termos de margens em setembro. Há uma recuperação significativa nas margens de trigo com aumentos que excedem 40% em relação a junho.
Segundo relatório da Bolsa de Rosário, há um aumento muito importante nos fertilizantes e a ureia subiu muito fortemente esta semana. Também há uma falta de insumos, como a ureia, e não se sabe se será temporária ou não. O glifosato também está faltando, talvez problemas de produção na China. A ureia, fertilizante mais utilizado pelos produtores de milho, sofreu um aumento de 24% nos últimos três meses. O cereal também subiu, mas muito menos: aumentou 8%. O índice de entrada/saída passou de 3,1 para 3,5.
Plantio de milho: esperando chuvas para culminar
A Bolsa de Rosário estima de 75% da área destinada ao milho primeira safra já está semeada na região central. Durante esta semana, houve progressos de 15%. O avanço percentual é semelhante aos últimos anos, mas este ano há mais hectares que devem ser plantados e há a preocupação de que as tempestades passem sem grandes volumes de chuvas. O centro sul de Santa Fé já está culminando com os trabalhos. Por outro lado, o norte de Buenos Aires é a área mais atrasada. Por outro lado, há localidades no oeste da região que o plantio foi cortado pela falta de água. Nos canais resta 30% para semear e, em Bigand, 10%. Os conselheiros observam que o limite de espera é até meados de outubro.
Trigo pede água e setembro encerra sem chuva
No trigo, o período mais crítico para o déficit hídrico é a floração. Havia expectativas de grandes chuvas para o último sábado e a perspectiva da safra ainda é muito boa. Em Cañada Rosquín, são necessários pelo menos 10 mm para aumentar o tamanho do pico e o peso dos grãos. Em Pergamino, as chuvas dos próximos 15 dias serão essenciais para manter as perspectivas de rendimento em torno de 50 sacas por hectare. Nos canais, são necessários pelo menos 50 mm para atingir o potencial de plantio. Se essas chuvas não chegarem, lavouras em um estado regular podem começar a aparecer. Apenas 5% dos lotes são classificados como excelentes, 75% estão em ótimas condições e o resto é considerado bom. As informações partem da Bolsa de Rosário.
Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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