SOJA: Foco do mercado se volta para América do Sul – SAFRAS

Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2016 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana, com destaque para o
desenvolvimento das safras no Brasil e na Argentina. As dicas são do analista
de soja de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach.

– É natural que a demanda mundial de soja migre para a América do Sul e, com
isso, arraste a atenção dos operadores em Chicago. Com isso, ganha bastante
destaque no mercado as notícias sobre o andamento da colheita e escoamento
no Brasil e Argentina.

– No Brasil, onde a safra começa antes, a colheita vem avançado bem e a
produtividade média das lavouras, de uma forma geral, tem ficado acima do
esperado, inicialmente. O otimismo em torno da produção brasileira fez crescer
a ideia de que a safra 15/16 fique acima de 100 milhões de toneladas

– Na Argentina, o clima melhorou e que vai garantindo o potencial produtivo da
atual temporada. Fala-se em 58 a 60 milhões de toneladas;

– O desenvolvimento da safra na América do Sul segue sem grandes sustos, o
que traz tranquilidade ao abastecimento. E isso ajuda a criar uma densa barreira
fundamental as investidas de alta no mercado em Chicago;

– A demanda segue na defensiva. O comprador observa com tranquilidade o
andamento da safra na América do Sul. A pouca agressividade também pode ser
creditada a preocupação em torno do crescimento da economia mundial, em
especial com a desaceleração chinesa

– Mercado de soja na CBOT também deve seguir vulnerável as mudanças de
humor no mercado financeiro internacional. A recuperação no preço do petróleo
é um aliado, mas a firmeza do dólar joga contra o preço das soja na bolsa
norte-americana

– O produtor deve seguir monitorando o mercado, tentando aproveitar os repiques
em especial do dólar, para escalonar suas posições. Principalmente, o produto
mais curto de caixa ou mal vendido com a safra nova. De uma forma geral, deve
privilegiar as estratégias de longo prazo, tendo como referência o custo de
produção

– Atenção ao andamento da colheita e no fluxo de embarques, pois qualquer
atraso pode potencializar picos de alta nos preços, gerando janelas de venda
aos produtores;

– Em Chicago, a última semana foi de ganhos para maio/16. Mercado recuperou
as linhas mais curtas, mas segue sem força para ganhos mais altos. Em
acomodação técnica de curto prazo, tende a respeitar o suporte em torno de
US$ 8,78 o bushel. Porem, deve enfrentar dificuldade de vencer a resistência em
US$ 8,87 o bushel, e especial para ir acima de US$ 8,90 o bushel.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS