SOJA: Dólar firme deflagra movimento de venda e Chicago despenca mais de 2%

Porto Alegre, 5 de maio de 2016 – Os contratos futuros da soja negociados
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços
acentuadamente mais baixos.

A firmeza do dólar serviu de pretexto para o mercado deflagrar um movimento
de vendas com base em sinalizações técnicas, com os operadores optando por
realizar parte dos lucros recentes. Com isso, os ganhos iniciais, amparados na
alta do petróleo e nos bons números para as exportações americanas, foram
dissipados.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas
líquidas americanas somaram 1.245.900 toneladas na semana. O mercado
projetava vendas entre 600 mil e 1 milhão de toneladas.

O resultado não foi suficiente para sustentar o mercado. Um fator que
exerce pressão sobre as cotações é o rumor de que a China poderia vender
parte de seus estoques, o que limitaria as importações daquele país.

Os investidores também seguem acompanhando de perto a questão do clima.
Os altistas lembram os prejuízos causados pelo excesso de chuvas na Argentina.
Já quem aposta na baixa aponta a possibilidade dos produtores americanos
deixarem de cultivar milho e transferir área para a oleaginosa, motivados pela
recente alta dos preços da commodity.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam a US$ 10,12 1/4
por bushel, com perda de 21,75 centavos. A posição agosto teve cotação de
US$ 10,14 3/4 por bushel, baixa de 21,25 centavos.

No farelo, a posição julho fechou com baixa de US$ 8,20 por tonelada,
sendo negociada a US$ 336,80 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio registravam preço de 32,26 centavos de dólar, perda de 0,21
centavo ante o fechamento anterior.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS