SOJA: Demanda firme e clima seco no Brasil elevam preços em Chicago

Porto Alegre, 27 de outubro de 2015 – Os contratos futuros da soja
negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira
com preços mais altos. Após três sessões consecutivas de perdas, o mercado se
recuperou, com base na boa demanda pela soja americana.

Com o bom avanço da colheita nos Estados Unidos, os contratos atingiram os
menores níveis em duas semanas. Já hoje o mercado refletiu o bom número para
as inspeções de exportação dos Estados Unidos, divulgados ontem, e que
superou 2,6 milhões de toneladas.

Há ainda preocupação com a falta de chuvas no Brasil, que poderia
prejudicar a produtividade. Entretanto, a previsão é de chuvas para os
próximos dias, o que encaminharia uma safra cheia, acima de 100 milhões de
toneladas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem
relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de soja. Até 25 de
outubro, a área colhida está apontada em 87%. Na semana passada estava em 77%.
Em igual período do ano passado, a colheita era de 68%. A média é de 80%.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro recuaram 6,25
centavos de dólar, a US$ 8,91 1/4 por bushel. A posição janeiro tinha
cotação de US$ 8,91 por bushel, alta de 6,50 centavos de dólar.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo subiu US$ 2,50 por
tonelada, sendo negociada a US$ 304,70 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em dezembro registravam preço de 27,89 centavos de dólar, ganho de
0,11 centavo ante o fechamento anterior.