SOJA: Clima no Brasil, nos EUA e demanda chinesa centram atenções – SAFRAS

   Porto Alegre, 6 de novembro de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– O mercado de soja mantém as atenções divididas entre os sinais da demanda chinesa pela soja norte-americana, o clima para a finalização da colheita nos Estados Unidos e o clima para evolução do plantio no Brasil. Os players também já se posicionam frente ao relatório do USDA de novembro. No lado financeiro, a eleição norte-americana e a pandemia do novo coronavírus trabalham como pano de fundo

– Os números das exportações líquidas norte-americanas vieram dentro do esperado pelo mercado nesta última semana. A safra norte-americana já está praticamente toda disponível no mercado. Novas vendas para a China foram anunciadas nos últimos dias, o que ajudou o mercado a romper a barreira de US$ 11,00 por bushel em Chicago. A balança geral permanece pesando mais para o lado positivo, sem grandes fatores negativos para os contratos futuros

– A colheita dos EUA teve mais uma semana de um ritmo mais lento frente ao forte avanço dos trabalhos em setembro e na primeira quinzena de outubro. Apesar disso, o ritmo permanece acima da média normal para esta época do ano. A dúvida agora é se o clima seco do início dos trabalhos trouxe maiores problemas para as lavouras que já sofriam com a baixa umidade, o que pode resultar em novas quedas de produtividades

– O relatório do USDA de novembro, que será divulgado no próximo dia 10, deve trazer novos ajustes nas produtividades médias esperadas para alguns estados. O ponto principal continua sendo o estado de Iowa, que pode sofrer novo corte. O mercado espera por uma safra e estoques dos EUA menores em relação ao relatório de outubro, o que também é fator positivo para Chicago

– No Brasil, os trabalhos de plantio tiveram uma boa recuperação nas últimas duas semanas, diminuindo os atrasos acumulados. A umidade dos solos melhorou nos estados do Centro-Oeste e do Sudeste, mas a regularidade de chuvas ainda é necessária. A melhora do clima no Brasil impede maiores ganhos em Chicago, mas qualquer nova piora nas condições climáticas pode facilmente trazer mais força para os contratos futuros. O risco climático estará presente ao longo de toda a safra, gerando oportunidades em Chicago.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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