SOJA: Clima no Brasil e otimismo com economia global sustentam Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. A percepção de melhora na economia mundial deflagrou um movimento de cobertura de posições vendidas por parte de fundos e especuladores. Os preços atingiram os melhores patamares em quatro semanas.
O sentimento positivo foi deflagrado com a alta da Bolsa de Xangai, que superou 3%. A partir daí o mercado de commodities subiu e a soja acompanhou este movimento.
Outro fator de sustentação é a preocupação com o clima seco sobre algumas regiões produtoras do Brasil. No desenvolvimento inicial das lavouras, há a possibilidade de um corte mais consistente na safra brasileira. Na sexta, SAFRAS reduziu de 100,4 milhões para 99,85 milhões de toneladas a sua estimativa de produção.
Já em outras áreas do Brasil, o temor é com o excesso de chuvas, que poderia prejudicar os trabalhos iniciais de colheita.
A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2016 deve ocupar 85,2 milhões de acres, conforme estimativa da empresa de consultoria americana Informa Economics. A expectativa é de um aumento de 2,6 milhões de acres sobre o total cultivado no ano anterior.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.395.220 toneladas na semana encerrada no dia 14 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.245.001 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 1.521.831 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 30.425.721 toneladas, contra 34.224.027 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 4,50 centavos de dólar, a US$ 8,83 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 8,83 por bushel, ganho de 4,25 centavos.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 0,60 por tonelada, sendo negociada a US$ 271,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março registravam preço de 30,03 centavos de dólar, ganho de 0,38 centavo ante o fechamento anterior.