Porto Alegre, 12 de julho de 2017 – Os contratos da soja em grão registram
preços mais baixos na Bolsa de Mercadorias Chicago (CBOT). O mercado é
sustentado por chuvas inesperadas na terça-feira nos estados norte-americanos
de Iowa e Illinois – importantes produtores. As precipitações melhoraram a
umidade do solo. Porém, os mapas meteorológicos indicam a continuidade do
calor e tempo seco nas regiões produtoras do país, fato que limita as perdas.
As informações são da Reuters.
Os contratos com vencimento em agosto de 2017 operam cotados a US$ 10,21
por bushel, perda de 7,75 centavos de dólar por libra-peso, equivalente a
0,75%.
Ontem (11), após realizar lucros na maior parte da sessão, as previsões
de clima seco e temperaturas elevadas nos Estados Unidos voltaram a sustentar
as cotações, na véspera do relatório de julho do Departamento de Agricultura
norte-americano, o USDA.
Agosto fechou a 11 sessão seguida de ganhos, atingindo o maior patamar
desde 8 de março. Desde 22 de junho, quando a posição esbarrou na casa de
US$ 9,00, o contrato já subiu cerca de 14%.
O Departamento deverá reduzir a sua estimativa para a safra 2017/18
americana e cortar também a previsão para os estoques. Os estoques finais da
safra 2016/17 deverão ser reduzidos. O relatório de julho será divulgado
nesta quarta, 12, às 13hs.
Analistas e traders consultados pelas agências internacionais indicam
previsão de safra de 4,241 bilhões de bushels, equivalente a 115,42 milhões
de toneladas. Em junho, a indicação era de 4,255 bilhões de bushels ou 115,8
milhões de toneladas. Em 2016/17, os americanos colheram 4,307 bilhões ou
117,2 milhões.
O mercado projeta estoques 2016/17 de 434 milhões de bushels, o
equivalente a 11,81 milhões de toneladas. Em junho, o USDA indicou estoques
em 450 milhões de bushels ou 12,25 milhões de toneladas. Para 2017/18, o
Departamento deverá indicar estoques em 483 milhões de bushels ou 13,15
milhões de toneladas. No mês anterior, o número ficou em 495 milhões de
bushels ou 13,47 milhões de toneladas.
Para os estoques mundiais, a previsão para 2016/17 deve ser mantida em
93,2 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número deverá ficar inalterado em
92,2 milhões de toneladas
A aposta é de que o USDA indique um número de produção do Brasil de 114
milhões de toneladas, repetindo o relatório anterior. Para a Argentina, a
previsão é de corte. O mercado aposta em retração de 57,8 milhões para 57,7
milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de
4,50 centavos de dólar, equivalente a 0,43%, a US$ 10,29 1/4 por bushel. A
posição setembro teve preço de US$ 10,34 1/4 por bushel, alta de 4,25
centavos ou 0,41%.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS
