Porto Alegre, 31 de março de 2017 – Os contratos da soja em grão
registram preços mais baixos na Bolsa de Mercadorias Chicago (CBOT). O mercado
chegou a esboçar uma reação, após ter atingido ontem o pior patamar em mais
de cinco meses. Porém, já reverteu para o território negativo, pressionado
pela ampla oferta global da oleaginosa. No primeiro trimestre de 2017, a soja
vai acumulando perdas de 4%. As informações partem da Agência Reuters.
Os contratos com vencimento em maio de 2017 operam cotados a US$ 9,61 3/4
por bushel, baixa de 1,25 centavo de dólar por bushel, equivalente a 0,12%.
Ontem (30), maio atingiu o menor patamar desde 13 de setembro. Nas últimas
20 sessões, a posição encerrou no território negativo em 17 vezes.
O mercado segue pressionado por fatores fundamentais. A ampla oferta da
América do Sul deve deslocar a demanda dos Estados Unidos para Brasil e
Argentina. Além disso, há a perspectiva de que os americanos plantem a maior
área da história.
Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar
a tão aguardada intenção de plantio em 2017 e a aposta é de aumento na área
de soja em detrimento do milho. O mercado indica área de 88,13 milhões de
acres, contra 83,43 milhões de acres. No início do ano, a indicação era de
88 milhões de acres.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
6,00 centavos de dólar (0,61%), a US$ 9,63 por bushel. A posição julho teve
cotação de US$ 9,73 1/4 por bushel, perda de 6,25 centavos de dólar, ou
0,63%.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS
