Porto Alegre, 13 de agosto de 2015 – Os contratos futuros da soja
negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira
com preços mais altos, recuperando parte das perdas registradas na quarta. O
mercado foi impulsionado por fatores técnicos, após o “tombo” de ontem,
quando o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA),
que surpreendeu o mercado.
O assunto do dia continuou sendo o relatório do USDA. Ao indicar
produção e estoques dos Estados Unidos acima do mês anterior, o Departamento
deflagrou um movimento de vendas, provocando perdas acima de 6%. Hoje, no
entanto, os investidores se mostraram céticos.
O mercado sempre apostou em corte nas estimativas, devido ao clima
desfavorável, principalmente com as chuvas excessivas de junho. Para boa parte
dos analistas, a estimativa de safra indicada ontem pelo USDA deverá ser a
maior da temporada. A partir dos próximos levantamentos, a tendência é de
corte nas previsões.
Pela manhã, o USDA divulgou os dados para as exportações semanais
americanas. Juntando as duas temporadas, as vendas líquidas somaram 756.800
toneladas, dentro da estimativa do mercado, que oscilava entre 550 mil e 1,25
milhão de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro subiram 17,75
centavos de dólar, a US$ 9,36 1/4 por bushel. A posição novembro tinha
cotação de US$ 9,27 por bushel, ganho de 17,00 centavos de dólar.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo subiu US$ 7,20 por
tonelada, sendo negociada a US$ 330,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em setembro registravam preço de 28,99 centavos de dólar, baixa de
0,11 centavo.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
