SOJA: Atenções do mercado voltam-se aos EUA e à América do Sul – SAFRAS

Porto Alegre, 24 de abril de 2015 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão
merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque para
as safras da América do Sul e dos Estados Unidos. As dicas são do analista de
soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

– Na próxima semana, as atenções permanecem voltadas à evolução dos
trabalhos de colheita na América do Sul, clima para o plantio do milho e
plantio da soja nos EUA e sinais de demanda pela soja norte-americana. Na
CBOT, o suporte para o contrato spot (maio/15) fica em US$ 9,50 por bushel.
Já a resistência continua em US$ 10,00 por bushel.

– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 23 de abril foi
novamente de pouca movimentação nas diversas praças de negociação do país.
Com as fortes variações no câmbio, poucos compradores e vendedores
demonstraram interesse no mercado interno. Apenas negócios isolados e com
volumes pequenos foram anotados.

– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 58,50/60 kg, com
queda de 1,68% frente à cotação de R$ 59,50 da última sexta-feira, dia 17 (R$
59,00 em 2014). Em Paranaguá, a base ficou em R$ 66,50, com queda de 0,75%
frente à cotação de R$ 67,00 da última sexta-feira (R$ 70,00 em 2014).

– A base de compra do prêmio para maio/15 em Paranaguá ficou em +US$ 56
cents/bushel, mais firme frente à semana anterior. Para junho/15, a base de
compra do prêmio ficou em +US$ 53 cents/bushel. A taxa de câmbio teve forte
queda, passando de R$ 3,0538 para R$ 3,0077.

– No mercado externo, a semana terminou novamente com ganhos nos contratos
futuros de grão, farelo e óleo em Chicago. No acumulado do período, com o
fechamento do dia 23 na CBOT, as posições spot registraram altas de 0,98% no
grão, 0,51% no farelo e 1,59% no óleo.

– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições novamente
frente à demanda pela soja dos Estados Unidos, evolução da colheita na
América do Sul e início dos trabalhos de plantio da nova safra de milho nos
EUA. Além disso, a questão técnica que vem impedindo ajustes maiores em
Chicago continua com força.

– Com a proximidade do início do plantio da soja, os produtores americanos
deixam a comercialização em segundo plano. Os preços sobem no mercado físico
e Chicago acompanha. A área que está sendo semeada com milho deve trazer
uma ideia do possível tamanho da área de soja a ser semeada a partir da
segunda quinzena de maio nesta nova temporada norte-americana.

– A semana foi de ganhos, ainda que moderados, por conta de um movimento
técnico de cobertura de posições vendidas. Mas qualquer reação mais
consistente nos preços tem sido limitada pelo cenário de ampla oferta mundial.
O quadro combina a colheita da maior safra da história da América do Sul com
expectativa de área recorde também nos Estados Unidos.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS