SOJA: Atenções do mercado voltam-se ao plantio nos EUA – SAFRAS

Porto Alegre, 30 de abril de 2015 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão
merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque para
os efeitos do clima sobre o plantio da safra dos Estados Unidos. As dicas
são do analista de soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

– Na próxima semana, as atenções começam a se voltar ao clima para o plantio
da nova safra norte-americana, que está no início. Além disso, os agentes
também estarão de olho no câmbio e em novos sinais de demanda pela soja
norte-americana. Na CBOT, o suporte para o contrato spot (maio/15) fica em US$
9,50 por bushel. Já a resistência continua em US$ 10,00 por bushel.

– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 29 de abril foi
novamente de pouca agitação nas diversas praças de negociação do país. Com
compradores e vendedores de olho nas variações de Chicago e câmbio, apenas
negócios pontuais e com volumes pouco expressivos foram reportados ao longo
do período.

– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 57,50/60 kg, com
queda de 1,71% frente à cotação de R$ 58,50 da última sexta-feira, dia 24 (R$
60,00 em 2014). Em Paranaguá, a base ficou em R$ 67,00, com alta de 1,52%
frente à cotação de R$ 66,00 da última sexta-feira (R$ 72,00 em 2014).

– A base de compra do prêmio para maio/15 em Paranaguá ficou em +US$ 56
cents/bushel, estável frente à semana anterior, mas teórico, sem ofertas.
Para junho/15, a base de compra do prêmio ficou em +US$ 63 cents/bushel. A
taxa de câmbio teve forte queda, passando de R$ 2,9739 para R$ 2,9369.

– No mercado externo, a semana terminou com ganhos nos contratos futuros de
grão e farelo e perdas no óleo em Chicago. No acumulado do período, com o
fechamento do dia 29 na CBOT, as posições spot registraram altas de 1,93% no
grão e 3,05% no farelo, e queda de 0,63% no óleo.

– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições frente aos
sinais de demanda pela soja dos EUA, evolução dos trabalhos de colheita no
Brasil e na Argentina e frente ao clima para o início do plantio da nova safra
norte-americana. Além disso, a esfera financeira também vem influenciando.

– O mercado buscou suporte em sinais de aquecimento da demanda de
importação pela soja norte-americana. Ao longo da semana, foram anunciadas
vendas de volumes expressivos por produtores dos EUA com destino à exportação.
Tal fator ajuda a elevar o preço no mercado físico norte-americano, o que puxa
também as cotações em Chicago. Em um cenário sazonal de deslocamento da
demanda mundial para a safra sul-americana, a venda de volumes expressivos de
soja norte-americana traz fôlego às cotações. Após o PIB americano ter
crescido bem menos que o esperado, o dólar continuou a recuar frente às outras
moedas mundiais, aumentando a competitividade da soja dos EUA no mercado
exportador.