SOJA: Além de lavouras piores, alta forte do petróleo e queda do dólar impulsionam Chicago

Porto Alegre, 21 de junho de 2023 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços acentuadamente mais altos para grão e farelo, e cotações bem mais baixas para óleo no meio-pregão de hoje. Desde o início da manhã, o mercado é impulsionado pela piora significativa nas lavouras norte-americanas. A forte alta do petróleo, de quase 2% em Nova York, e a fraqueza do dólar frente a outras moedas também influenciam positivamente. Já o óleo de soja é pressionado por um movimento de liquidação de posições por parte de fundos.

   Segundo a Agência Dow Jones, a previsão é de tempo quente e seco para o início da próxima semana no Meio Oeste dos Estados Unidos, o que pode piorar ainda mais as condições das lavouras de soja do país.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 18 de junho, 54% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 57%), 34% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 59%, 32% e 9%, respectivamente.

   Os contratos com vencimento em julho de 2023 tinham preço de US$ 15,10 por bushel, alta de 32,75 centavos de dólar por bushel ou 2,21%. A posição novembro de 2023 era cotada a US$ 13,64 1/2 por bushel, ganho de 21,75 centavos de dólar por bushel ou 1,61%.

   No farelo, julho de 2023 tinha preço de US$ 437,30 por tonelada, elevação de US$ 24,50 ou 5,93%. Já a posição julho de 2023 do óleo era cotada a 55,63 centavos de dólar por libra-peso, queda de 4,00 centavos de dólar por libra-peso ou 6,70%.