Porto Alegre, 8 de março de 2016 – Os contratos futuros da soja negociados
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços
mais altos. O mercado tenta se posicionar frente ao relatório do USDA, que
será divulgado amanhã. Vendas por parte de exportadores privados americanos
contribuíram para a alta, que só não foi mais acentuadas devido aos fracos
números para as importações chinesas.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá apresentar
uma pequena elevação na sua projeção para os estoques finais americanos em
2015/16. O relatório de março será divulgado nesta quarta, 9, às 14hs.
Analistas consultados por agências internacionais projetam estoques de 457
milhões de bushels, o equivalente a 12,437 milhões de toneladas. Em
fevereiro, o USDA indicou estoques em 450 milhões de bushels ou 12,246 milhões
de toneladas. Em 2014/15, os estoques ficaram em 191 milhões de bushels –
5,198 milhões de toneladas.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial, a previsão do mercado
é de um aumento nos estoques mundiais da oleaginosa, passando de 80,4 milhões
para 81 milhões de toneladas. No ano passado, os estoques ficaram em 77,1
milhões de toneladas.
A aposta dos investidores é de revisão para cima na safra dos dois
principais produtores de soja da América do Sul. Para o Brasil, a indicação
é de safra passando de 100 milhões para 100,2 milhões de toneladas. Na
Argentina, a estimativa deverá passar de 58,5 milhões para 59 milhões de
toneladas.
Hoje o USDA anunciou a venda de 110 mil toneladas para a China por parte de
exportadores privados para a temporada 2016/17. Outras 140 mil toneladas foram
vendidas para destinos não revelados para 2015/16.
As importações de soja em grão da China totalizaram 4,51 milhões de
toneladas em fevereiro, com recuo de 20,3% sobre igual mês de 2015. Os dados
são da Administração Geral de Alfândegas e Portos da China.
Em janeiro, as importações somaram 5,66 milhões de toneladas. No
acumulado do ano, as compras chinesas somam 10,17 milhões de toneladas. O país
asiático é o maior comprador de soja do mundo. Os principais abastecedores
dos chineses são Estados Unidos, Brasil e Argentina.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 2,75
centavos de dólar, a US$ 8,84 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação
de US$ 8,90 por bushel, ganho também de 2,75 centavos.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com ganho de US$ 1,70
por tonelada, sendo negociada a US$ 272,80 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em maio registravam preço de 31,14 centavos de dólar,
retração de 0,03 centavo ante o fechamento anterior.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
