Porto Alegre, 30 de setembro de 2016 – O mercado brasileiro de soja foi
marcado pela lentidão nas negociações em setembro e por preço apresentando
poucas oscilações. Os preços futuros em Chicago e o dólar comercial fecharam
o mês com leve valorização, insuficiente para alterar o quadro de pouco
interesse em negociar por parte de produtores e compradores.
Durante setembro, a saca de 60 quilos recuou de R$ 76,50 para R$ 75,50 em
Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. No mesmo período, o preço subiu de
R$ 75,50 para R$ 77,00 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), o preço
passou de R$ 74,00 para R$ 75,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de
R$ 71,00 para R$ 73,00, enquanto em Rio Verde (GO) subiu de R$ 72,00 para
R$ 74,00.
Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro se valorizaram 0,77% no
período, fechando a quinta, 29, a R$ 9,50 . Já o dólar comercial subiu
0,74% a R$ 3,255.
No mercado futuro internacional, o comportamento foi marcado por altos e
baixos. Os contratos iniciaram o mês sob pressão da perspectiva de boa safra
americana. O clima seco nos Estados Unidos fez a posição superar US$ 10,00
por bushel a partir do dia 20, mas as boas condições das lavouras e o avanço
da colheita com bons rendimentos voltaram a pressionar as cotações.
O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) elevou as suas estimativas para produção e estoques finais
norte-americanos para a temporada 2016/17. O USDA cortou a sua previsão para
os estoques em 2015/16.
Para 2016/17, os estoques foram elevados de 330 milhões para 365 milhões
de bushels. O mercado apostava em 333 milhões. A safra foi elevada de 4,06
bilhões para 4,201 bilhões, o equivalente a 114,33 milhões de toneladas. O
mercado esperava 4,100 bilhões. As exportações foram elevadas de 1,95 bilhão
para 1,985 bilhão de bushels. O esmagamento está projetado em 1,950 bilhão,
contra 1,940 bilhão do relatório anterior.
Em relação à temporada 2015/16, o USDA indicou estoques de 195 milhões
de bushels, contra 255 milhões do relatório anterior e contra 228 milhões
projetados pelo mercado. A safra ficou estimada em 3,929 bilhões de bushels. As
exportações foram elevadas de 1,880 bilhão para 1,940 bilhão de bushels. O
esmagamento seguiu estimada em 1,9 bilhão de bushels.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
