SEMANA: Soja tem negócios isolados e preços mistos / Chicago recua

Porto Alegre, 18 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve
uma semana de poucos negócios, refletindo a queda dos contratos futuros em
Chicago e da instabilidade do dólar. Os preços oscilaram regionalmente,
dependendo da demanda localizada e da elevação dos prêmios.

Em geral, o produtor se retraiu diante das novas baixas em Chicago, ainda
reflexo do relatório negativo de agosto do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) e da previsão de clima favorável ao desenvolvimento das
lavouras americanas.

Na quinta, o dia foi um pouco mais agitado, refletindo a recuperação
pontual de Chicago em meio a sinais de recuperação da demanda pela soja
americana. Em algumas regiões, diante da necessidade da indústria e da falta
de oferta, os preços subiram. Mas o cenário fundamental ainda é de pressão
para as cotações.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 65,50 para R$ 66,00
entre os dias 11 e 17 de agosto. No mesmo período, a saca baixou de R$ 64,00
para R$ 63,00 em Cascavel (PR). No Porto de Paranaguá, o preço baixou de R$
71,00 para R$ 70,00.

Já em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$ 57,50 para R$ 59,00. Em
Dourados (MS), a cotação também reagiu, passando de R$ 57,00 para R$ 58,30.
Em Goiás, na região de Rio Verde, o preço seguiu estabilizado na casa de R$
59,00.

Apesar de esboçar uma reação no final da semana, o balanço foi negativo
no mercado futuro de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro
acumulavam desvalorização de 1,27% até a quinta, 17, a US$ 9,33 por bushel.
As previsões são de safra cheia nos Estados Unidos e manutenção de estoques
elevados, o que mantém o mercado sob pressão.

No balanço da semana, o câmbio pouco favoreceu os negócios no mercado
interno. O dólar comercial encerrou a quinta a R$ 3,179, praticamente o mesmo
valor do dia 11, de R$ 3,175

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS