Porto Alegre, 10 de julho de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve uma
semana de preços firmes. A comercialização também apresentou melhora, com
os produtores aproveitando os repiques dos preços futuros em Chicago para
negociar. A alta do dólar contribuiu para a elevação nas bases domésticas.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 70,00 para R$ 71,00
entre os dias 2 e 9 de julho. No mesmo período, a cotação passou de R$ 64,50
para R$ 68,00 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), a cotação avançou de
R$ 60,50 para R$ 61,50. Em Dourados (MS), o preço saiu de R$ 61,00 para R$
62,50, enquanto em Rio Verde (GO), a cotação passou de R$ 62,00 para R$ 64,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o período foi de fortes
oscilações nos preços. Os contratos com vencimento em novembro abriram a
semana a US$ 10,30 O bushel. A partir daí, o mercado iniciou um processo de
perdas, que culminou com uma baixa de 3,1% no dia 7, fechando a US$ 9,84 1/2.
No dia 9, no entanto, o mercado voltou a bater em US$ 10,15.
A volatilidade externa foi determinada por dois fatores: o clima nos
Estados Unidos e as incertezas em relação à economia mundial, com destaque
para as preocupações com o mercado acionário chinês. A perda inicial de
Chicago esteve ligada ao clima mais favorável aos Estados Unidos. O movimento
se intensificou com as dúvidas em relação à demanda chinesa.
Com a menor turbulência financeira e com o retorno das chuvas nos Estados
Unidos, o quadro se inverteu e o mercado passou a subir. Os produtores
brasileiros aproveitaram estes repiques para retornar ao mercado.
Conab
A produção brasileira de soja deverá totalizar 96,222 milhões de
toneladas na temporada 2014/15, com crescimento de 11,7% sobre a safra
anterior,que ficou em 86,12 milhões de toneladas. A previsão faz parte do
décimo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na
previsão anterior, a Conab indicava safra de 96,044 milhões de toneladas.
A área deve crescer 5,8% frente à safra passada, passando de 30,173
milhões de hectares para 31,908 milhões de hectares. A produtividade está
estimada em 3.016 quilos por hectare, o que representa acréscimo de 5,7% sobre
2013/14, quando se colheu, em média, 2.854 quilos por hectare.
A maior produção do país deve ser registrada em Mato Grosso, com 28,133
milhões de toneladas, seguida pelo Paraná, com 17,147 milhões de toneladas e
pelo Rio Grande do Sul, com 14,787 milhões de toneladas do grão.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
