SEMANA: Soja registra poucos negócios / USDA sem surpresas

Porto Alegre, 12 de junho de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve uma
semana de poucos negócios e de preços apresentando apenas pequenas
oscilações. A combinação de desvalorização do dólar frente ao real e de
preços fracos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) praticamente paralisou
o mercado.

A saca de 60 quilos subiu de R$ 64,50 para R$ 65,00 em Passo Fundo (RS),
entre os dias 4 e 11 de junho. No mesmo período, a cotação passou de R$ 61,50
para R$ 62,00 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), o preço baixou de R$
58,00 para R$ 57,00. Em Dourados (MS), o preço estabilizou em R$ 57,00,
enquanto em Rio Verde (GO) cedeu de R$ 59,00 para R$ 58,50.

Em Chicago, os investidores tentaram esboçar uma recuperação, com base
em fatores técnicos. Mas diante do cenário fundamental de ampla oferta, a
tentativa foi frustrada. Os contratos com vencimento em julho acumularam
desvalorização de 0,63%, atingindo US$ 9,40 por bushel na quinta, 11.

O câmbio também não favoreceu. O dólar comercial registrou queda de
1,63% entre os dias 4 e 11. Na quinta, a cotação da moeda americana era de R$
3,108.

USDA

O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) indicou redução nas estimativas para os estoques finais americanos em
2015/16 e 2014/15. A produção para a atual safra não apresentou alterações.

A safra norte-americana está estimada em 3,850 bilhões de bushels,
enquanto o mercado apostava em 3,846 bilhões. O USDA manteve o mesmo número de
maio.

Os estoques ficaram estimados em 475 milhões de bushels, enquanto o
mercado esperava 485 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 500
milhões de bushels. Para 2014/15, o USDA reduziu a sua estimativa de 350
milhões para 330 milhões de bushels. O mercado apostava em número de 342
milhões.

Segundo o USDA, as exportações em 2015/16 deverão somar 1,775 bilhão de
bushels. Para 2014/15, o número foi elevado de 1,8 bilhão para 1,81 bilhão
de bushels. Em relação ao esmagamento, a previsão é de 1,830 bilhão para
2015/16. Para 2014/15, o USDA elevou a estimativa de 1,805 bilhão para 1,815
bilhão de bushels.

O relatório projetou safra mundial em 2015/16 de 317,6 milhões de
toneladas. No relatório anterior, o número era de 317,3 milhões. Os estoques
finais foram reduzidos de 96,22 milhões de toneladas para 93,22 milhões,
abaixo do esperado pelo mercado, de 96,3 milhões.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 104,78 milhões de
toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 97 milhões de
toneladas, enquanto a safra argentina deverá ficar em 57 milhões de toneladas.
A China deverá importar 77,5 milhões de toneladas. O USDA manteve as
estimativas do mês anterior.

Em relação à temporada 2014/15, a safra mundial deverá ficar em 318,25
milhões de toneladas, com estoques de 83,7 milhões. A safra do Brasil está
estimada em 94,5 milhões de toneladas e a argentina em 59,5 milhões, um
milhão acima da projetada em maio. Os chineses deverão importar 73,5 milhões
de toneladas.