SEMANA: Queda do dólar e de Chicago trava mercado brasileiro de soja

Porto Alegre, 5 de agosto de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve
mais um dia de preços em baixa e de poucos negócios. A queda de Chicago e a
fraqueza do dólar retiraram os produtores das negociações.

A saca de 60 quilos caiu de R$ 78,00 para R$ 75,50 entre os dias 28 de
julho e 4 de agosto, em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço baixou
de R$ 78,50 para R$ 75,00.

Em Rondonópolis (MT), a cotação passou de R$ 77,00 para R$ 74,50. No
mesmo período, a saca permaneceu estável em R$ 72,00 em Dourados (MS). Em
Rio Verde (GO), o preço baixou de R$ 78,00 para R$ 72,00.

O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas pressionou os
contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Novembro
desvalorizou 2,17% para US$ 9,56 . O dólar comercial caiu 3% para R$ 3,196.

As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 52,5 milhões de
toneladas no ano comercial 2016/17, recuando 1%na comparação com o ano
anterior. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro,
divulgado por SAFRAS & Mercado. O esmagamento deverá subir 1%, somando
40,9 milhões de toneladas.

A oferta total de soja deverá subir 7% na temporada, passando para 104,935
milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 96,5
milhões de toneladas, repetindo o ano anterior. Desta forma, os estoques finais
deverão subir 564%, passando de 1,271 mil para 8,435 milhões de toneladas.

SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 31,1 milhões de
toneladas, crescendo 1%. As exportações deverão cair 2% para 15 milhões de
toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 16,1 milhões, com
elevação de 2%. Os estoques deverão permanecer em 608 mil toneladas.

A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,1 milhões de toneladas. O
Brasil deverá exportar 1,4 milhão de toneladas, caindo 2% sobre o ano
anterior. A previsão é de que 2,65 milhões de toneladas sejam
disponibilizadas para a fabricação de biodiesel, com aumento de 2%. O consumo
interno deve crescer 2% para 6,6 milhões, contando o uso para o
biocombustível. A previsão é de aumento de 25% nos estoques para 606 mil
toneladas.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS