SEMANA: Preços da soja sobem no Brasil, mas movimentação segue lenta

Porto Alegre, 25 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de soja
apresentou preços entre estáveis e mais altos na semana, marcada ainda pela
movimentação arrastada, com apenas negócios isolados. A valorização de
Chicago sustentou os preços internos, em meio à volatilidade do câmbio.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 66,00 para R$ 66,50
entre 18 e 24 de agosto. No mesmo período, a cotação avançou de R$ 63,00
para R$ 64,50 em Cascavel (PR). Em Paranaguá, o preço passou de R$ 70,00
para R$ 70,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu estável, na casa de R$ 59,00. Em
Dourados (MS), o preço seguiu em R$ 58,30, enquanto em Rio Verde (GO), a
cotação avançou de R$ 59,00 para R$ 60,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), a semana foi de recuperação,
com base na boa demanda pela soja americana. Os ganhos, entretanto, foram
limitados pelo clima favorável ao desempenho das lavouras americanas, com a
expectativa de safra cheia.

Os contratos com vencimento em novembro pularam de US$ 9,37 por bushel
para US$ 9,46 . A valorização na semana é de 0,88%. Já o dólar comercial
iniciou e fechou a semana a R$ 3,147, após acumular perda no início do
período e se recuperar na parte final.

As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 64,5 milhões de
toneladas no ano comercial 2017/18, superando em 24% o embarcado no ano
anterior. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro,
divulgado por SAFRAS & Mercado. O esmagamento deverá subir de 40 milhões
de toneladas para 41 milhões.

A oferta total de soja deverá subir 19% na temporada, passando para
116,318 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em
108,6 milhões de toneladas, com incremento de 14%. Desta forma, os estoques
finais deverão subir 193%, passando de 2,634 milhões para 7,718 milhões de
toneladas.

SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 31,18 milhões de
toneladas, subindo 3%. As exportações deverão recuar 4% para 14 milhões de
toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 16 milhões, com
elevação de 1%. Os estoques deverão subir 169%, para 1,878 milhão de
toneladas.

A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,12 milhões de toneladas.
O Brasil deverá exportar 1,4 milhão de toneladas, subindo 22% sobre o ano
anterior. O consumo interno deve crescer 5% para 6,89 milhões. A previsão é
de recuo de 18% nos estoques para 515 mil toneladas.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS