Porto Alegre, 16 de outubro de 2015 – Os preços da soja subiram ao longo
da semana nas principais praças do Brasil, acompanhando a recuperação dos
contratos futuros em Chicago e a leve valorização do dólar frente ao real. O
ritmo dos negócios, no entanto, foi mais lento.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 81,50 para R$ 83,00
entre os dias 8 e 15 de outubro. No mesmo período, o preço avançou de R$
76,50 para R$ 78,50 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), a cotação passou
de R$ 72,00 para R$ 75,00. Em Dourados (MS), o preço subiu de R$ 74,00 para
R$ 76,00, enquanto em Rio Verde (GO) passou de R$ 75,00 para R$ 74,00.
A boa demanda pela soja americana garantiu a valorização de 2,8% nos
contratos com vencimento em novembro, na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT).
Na quinta, a posição fechou a US$ 9,08 por bushel. Os ganhos só não foram
maiores devido ao bom desenvolvimento das lavouras americanas e o rápido
progresso da colheita naquele país.
O câmbio apresentou valorização de 0,24% do dólar frente ao real. A
moeda americana chegou a R$ 3,803, mantendo-se em um patamar favorável às
exportações brasileiras. A alta do dólar no Brasil acompanhou a tendência
externa e também às incertezas políticas no cenário doméstico, além das
dúvidas quanto ao futuro da economia do país.
USDA
O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) confirmou as expectativas do mercado e reduziu as projeções de área
colhida, produção e estoques finais dos Estados Unidos em 2015/16.
A safra norte-americana está estimada em 3,888 bilhões de bushels,
enquanto mercado apostava em 3,884 bilhões. O USDA indicava em setembro
produção de 3,935 bilhões de bushels.
Os estoques ficaram estimados em 425 milhões de bushels, enquanto o
mercado esperava 398 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 450
milhões de bushels. Para 2014/15, o USDA reduziu a sua estimativa de 210
milhões para 191 milhões de bushels.
Segundo o USDA, as exportações em 2015/16 deverão somar 1,575 bilhão de
bushels, contra 1,725 bilhão de setembro. O esmagamento está projetado em
1,88 bilhão, contra 1,87 bilhão do ano anterior. A produtividade foi elevada
de 47,1 bushels para 47,2 bushels por acre.
A área colhida foi cortada de 83,5 milhões de acres para 82,4 milhões. O
mercado esperava uma redução para 82,9 milhões de acres.
O relatório projetou safra mundial em 2015/16 de 320,49 milhões de
toneladas. No relatório anterior, o número era de 319,61 milhões. Os
estoques finais foram elevados de 84,98 milhões de toneladas para 85,14
milhões, acima do esperado pelo mercado, de 84,6 milhões.
A projeção do USDA aposta em safra americana de 105,81 milhões de
toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 100 milhões de
toneladas, enquanto a safra argentina deverá ficar em 57 milhões de toneladas.
A China deverá importar 79 milhões de toneladas.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
