Porto Alegre, 5 de maio de 2017 – Os preços da soja subiram na semana
nas principais praças do país, acompanhando a valorização dos contratos
futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A firmeza do dólar completou
o quadro positivo para as cotações internas.
A movimentação vem ganhando ritmo. Mesmo com preços ainda pouco
atrativos, os produtores estão aproveitando qualquer repique de Chicago e do
dólar para negociar e cumprir com compromissos mais urgentes.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 63,00 para R$ 64,00
entre os dias 27 de abril e 4 de maio. No mesmo período, a cotação passou de
R$ 63,20 para R$ 64,00 em Cascavel (PR).
Em Rondonópolis (MT), o preço avançou de R$ 58,00 para R$ 58,50. Em
Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 54,50 para R$ 55,00. Em Rio Verde (GO), a
saca passou de R$ 60,00 para R$ 60,50.
A firmeza doméstica foi determina pelo desempenho positivo do mercado
futuro internacional. Os contratos com vencimento em maio subiram 1,78% no
período, encerrando a quinta na casa de US$ 9,74 por bushel.
A recuperação em Chicago teve caráter técnico e ganhou respaldo com o
excesso de chuvas em algumas regiões produtoras dos Estados Unidos, o que
poderia acarretar em atraso no plantio. Mas o clima já estabilizou e o cenário
fundamental segue negativo aos preços.
É importante destacar que nesse momento um possível atraso nos trabalhos
por conta do excesso de chuvas poderia ser considerado mais um fator de pressão
para a soja. A janela de plantio do milho se fecha antes e uma atraso poderia
acarretar em uma transferência ainda maior de área para a oleaginosa.
Para a próxima semana, destaque para o relatório de maio do Departamento
de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quarta. Na
quinta, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualiza a sua estimativa
para a safra 2016/17.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
