SEMANA: Mercado brasileiro de soja apresenta poucas alterações

Porto Alegre, 17 de abril de 2015 – A semana foi de poucas alterações
no mercado brasileiro de soja. Os preços tiveram pequenas oscilações e a
movimentação foi bastante lenta nas principais praças do país, por conta,
principalmente, da desvalorização do dólar comercial frente ao real.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 63,00 entre os dias 9
e 16 de abril. Em Cascavel (PR), o preço seguiu estabilizado na casa de R$
60,50 no período. Em Dourados (MS), cotação estagnada na casa de R$ 55,00.

Já em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$ 58,50 para R$ 59,50. Em Rio
Verde (GO), o movimento foi inverno, com a cotação recuando de R$ 60,00 no
dia 9 para R$ 59,00 no dia 16.

O câmbio tem sido o principal fator para definir a movimentação do
mercado. E a semana não foi das melhores para o dólar comercial. No período,
a moeda americana recuou 1,75%, encerrando a quinta na casa de R$ 3,017. Há
mais otimismo no mercado em torno da articulação política do governo,
encaminhando a aprovação das medidas de ajuste fiscal.

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) teve uma semana positivo,
impulsionada por movimentos de cobertura de posições vendidas. Após bater no
menor nível em seis meses, o mercado iniciou um processo de recuperação
técnica, apostando em aumento na demanda pelo produto americano, justamente
em função dos baixos preços.

Entre 9 e 16 de abril, o contrato com entrega em maio acumulou
valorização de 1,36%, encerrando o período a US$ 9,66 por bushel. Mas os
movimentos de alta em Chicago seguem limitados pelo cenário fundamental de
ampla oferta mundial.

A colheita avança bem na América do Sul e a produtividade média confirma
que o continente deverá colher a maior safra da história. A produção
deverá totalizar 166,108 milhões de toneladas em 2014/15, com crescimento de
7% sobre a temporada anterior, conforme SAFRAS & Mercado.

O levantamento indica crescimento de 9% na safra brasileira, totalizando
94,408 milhões de toneladas. Para a Argentina, a previsão é de colheita de 57
milhões, com aumento de 6%. A safra do Paraguai deverá crescer 5%, somando
8,5 milhões de toneladas.

A previsão é de aumento de 13% na safra boliviana, somando 2,700 milhões
de toneladas. O Uruguai deverá produzir 3,5 milhões de toneladas, com
incremento de 3%.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS