Porto Alegre, 2 de outubro de 2015 – O mercado brasileiro de soja de soja
teve boa movimentação e preços em elevação durante setembro. A alta foi
assegurada pela forte valorização do dólar frente ao real, em meio a um
período de muita volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
Em setembro, a saca de 60 quilos subiu de R$ 76,50 para R$ 82,00 em Passo
Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço avançou de R$ 73,00 para R$ 78,00. Em
Rondonópolis (MT), a cotação passou de R$ 68,00 para R$ 73,50. Em Dourados
(MS), a saca encerrou o mês a R$ 75,00, contra R$ 68,50 no início de setembro.
Em Rio Verde (GO), o preço passou de R$ 68,00 para R$ 74,00.
A motivação para a alta dos preços no período foi a forte valorização
do dólar frente ao real, que acumulou ganho de 9,23%, encerrando setembro a R$
3,964. Na máxima de setembro, a moeda superou a casa de R$ 4,20, atingindo
os maiores patamares desde o início do real, reflexo da combinação de crise
econômica com incertezas políticas.
No mercado futuro de Chicago, os contratos com entrega em novembro
oscilaram muito e encerraram com valorização de 1%, na casa de US$ 8,90. A
boa demanda pela soja americana garantiu os momentos de alta, mas o cenário
fundamental segue baixista, devido à expectativa de uma safra cheia nos Estados
Unidos.
Comercialização
Os produtores brasileiros de soja já negociaram, de forma antecipada, 38%
da safra futura de café 2015/16, que será colhida ano que vem. O levantamento
é de SAFRAS & Mercado. Em igual período do ano passado, a comercialização
antecipada da safra futura envolvia 12% e a média para o período é de 30%.
Levando-se em conta uma safra 2015/16 estimada em 100,538 milhões de
toneladas, o volume de soja comprometido antecipadamente chega a 37,820
milhões de toneladas.
No Mato Grosso, o total já comercializado chega a 40% da safra estimada,
contra 15% no ano passado e 41% da média. Em Goiás, o índice é de 50%,
acima dos 16% do ano anterior e dos 37% da média. No Paraná, SAFRAS indica
comprometimento de 32% da safra, superior aos 8% do ano passado e aos 18%
da média. No Rio Grande do Sul, o número é de 26%, contra 3% no ano anterior
e 16% da média.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
