Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2016 – O mês de fevereiro, que vai
chegando ao final, não foi dos melhores para a comercialização da soja no
Brasil. Ao contrário, os preços caíram forte nas principais praças do país
e os negócios foram escassos. Com dólar e Chicago acumulando perdas, o
produtor saiu do mercado e concentrou suas atenções na colheita e no
desenvolvimento das lavouras.
A saca de 60 quilos abriu o mês a R$ 83,50 em Passo Fundo (RS) e encerrou
o dia 25 a R$ 76,50. Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 75,00 para R$
70,50. Em Rondonópolis (MT), a cotação baixou de R$ 72,00 para R$ 67,50.
Os preços também recuaram em Dourados (MS), passando de R$ 71,00 para R$
64,00. Em Rio Verde (GO), a saca despencou R$ 10,00 no período, encerrando a
R$ 66,00, na quinta.
O avanço da colheita no Brasil e o bom desenvolvimento das lavouras na
Argentina pressionaram os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT). A perspectiva de ampla oferta mundial evitou qualquer tentativa de
reação mais consistentes. Os contratos com vencimento em maio acumularam
desvalorização de 2,15%, encerrando a 8,65 1/2 por bushel.
O câmbio, outro fator importante para a formação dos preços internos,
também não favoreceu as negociações. No balanço do mês, a moeda americana
caiu 1,79%, sendo cotada a R$ 3,951 no dia 25. Neste caso, a melhora nas
projeções para a economia mundial aliviaram a pressão sobre o câmbio.
Mesmo com alguns problemas pontuais, a safra brasileira tende a ser
recorde. SAFRAS & Mercado estima uma produção de 99,85 milhões de toneladas.
Na Argentina, o quadro é semelhante. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires indica
safra de 58 milhões de toneladas, um pouco abaixo do recorde obtido no ano
passado.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
