Preços da soja avançam no Brasil diante do dólar e prêmios

    Porto Alegre, 22 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços mais altos nesta quinta-feira. Apesar da queda da oleaginosa na Bolsa de Chicago, as cotações foram sustentadas pelo dólar e pelos prêmios de exportação.

    As cotações se aproximam dos R$ 90,00 nos portos. O dia foi de boa movimentação de negócios, que chegaram a um volume reportado de mais de 400 mil toneladas. No Rio Grande do Sul houve reporte de 100 mil toneladas aproximadamente movimentadas, com o Paraná também negociando mais 100 mil toneladas. O Mapito movimentou no total cerca de 130 mil toneladas.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 81,50 para R$ 82,50 a saca. Na região das Missões, a cotação subiu de R$ 81,00 para R$ 82,00. No porto de Rio Grande, preço avançou de R$ 86,50 para R$ 88,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 80,50 para R$ 82,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 87,00 para R$ 88,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 76,50 para R$ 77,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 75,50 para R$ 76,50. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 75,50 para R$ 76,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos, em uma sessão de muita volatilidade.

    A partir da metade da sessão, uma série de fatores determinou a pressão final sobre as cotações. A indefinição sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, o clima de maior aversão ao risco no mercado financeiro e a previsão de clima favorável para as lavouras americanas formaram um quadro baixista para as cotações.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 25.900 toneladas na semana encerrada em 15 de agosto. A Alemanha liderou as importações, com 68.500 toneladas.

    Para a temporada 2019/20, ficaram em 792.600 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 150 mil a 750 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

   Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 4,50 centavos de dólar, ou 0,52%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,56 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,68  por bushel, com perda de 4,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,48%.

   Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 1,00 ou 0,33% a US$ 293,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 28,54 centavos de dólar, com perda de 0,20 centavo ou 0,69%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,19%, sendo negociado a R$ 4,0770 para a compra e a R$ 4,0790 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0790 e a mínima de R$ 4,0180.

     Agenda de sexta

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Números finais do Crop Tour da Pro Farmer nos Estados Unidos para soja e milho, às 15h30 min.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS