MONITOR SOJA: Reação do dólar pode movimentar mercado / Chicago em ajuste

Porto Alegre, 17 de abril de 2015 – A valorização consistente do dólar
frente ao real poderá ser o fator decisivo para uma melhor movimentação no
mercado brasileiro de soja nesta sexta. O quadro pode melhorar se Chicago
consolidar o movimento de recuperação técnica e acentuar os ganhos moderados
registrados na sessão eletrônica.

Até o momento, não há fatores que possam alavancar Chicago, com
exceção de movimentos técnicos. O cenário fundamental combina colheita
avançando bem na América do Sul, clima favorável ao cultivo nos Estados
Unidos e, consequentemente, um cenário de ampla oferta mundial do produto.

NOTICIAS
* A produção de soja da América do Sul deverá totalizar 166,108 milhões de
toneladas em 2014/15, com crescimento de 7% sobre a temporada anterior. A
previsão faz parte de recente relatório de SAFRAS & Mercado.

* O levantamento indica crescimento de 9% na safra brasileira, totalizando
94,408 milhões de toneladas. Para a Argentina, a previsão é de colheita de 57
milhões, com aumento de 6%. A safra do Paraguai deverá crescer 5%, somando
8,5 milhões de toneladas.

* A previsão é de aumento de 13% na safra boliviana, somando 2,700 milhões de
toneladas. O Uruguai deverá produzir 3,5 milhões de toneladas, com incremento
de 3%.

* A colheita da soja atinge 32,5% da área na Argentina, segundo boletim da
Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A ceifa avançou 18,7% desde a semana
passada e está 11,1% adiantada na comparação com o ano passado.

* A comercialização de soja no Mato Grosso para a safra 2014/15 chega a 68,5%
da produção. A projeção é do Instituto Mato-Grossense de Economia
Agropecuária (IMEA). Em março, este número era de 59,4%, enquanto em igual
período do ano passado batia em 75,6%.

* No Rio Grande do Sul, a colheita avançou para 80% da área estimada,
conforme dados da Emater. A produtividade média gira em 2.900 quilos por
hectare.

INDICADORES FINANCEIROS

* As bolsas da Ásia fecharam em baixa. Xangai foi a exceção, apresentando
elevação de 2,2%. Tóquio recuou 1,17% e Hong Kong, 0,31%.

* As bolsas na Europa operam em baixa. Londres tem retração de 0,92%. Paris
tem baixa de 1,53% e Frankfurt recua 2,1%.

* O petróleo opera em baixa. A posição maio do WTI em Nova York tem perda de
0,7%. O dólar registra baixa sobre o euro, iene e a libra.

* O Indice de Preços ao Consumidor (IPC) dos Estados Unidos subiu 0,2% em
março na comparação com fevereiro. Analistas esperavam alta maior, de 0,3%.
Em fevereiro, o índice subiu 0,2%.

* Em fevereiro, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou
queda de 0,5% frente ao patamar do mês imediatamente anterior, após assinalar
acréscimo de 0,3% em dezembro de 2014 e ligeira variação negativa de 0,2% em
janeiro último, informou o IBGE.

* O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação
de 1,07% em abril e ficou 0,17 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de março
(1,24%). Foi a taxa mais elevada registrada nos meses de abril desde 2003,
quando atingiu 1,14%.

CÂMBIO

* O dólar comercial tem alta de 0,72% neste momento, cotado a R$ 3,039. Após
acumular perdas nas últimas sessões, o mercado reage tecnicamente.

CHICAGO

* Chicago teve ganhos moderados na sessão eletrônica. A posição maio a
permaneceu a US$ 9,65 por bushel. O mercado segue corrigindo tecnicamente e
engata a quarta sessão consecutiva de ganhos.

* Ontem, o mercado fechou em leve alta, em dia de muita volatilidade. O contrato
maio subiu 1,00 centavo, a US$ 9,66.

MERCADO INTERNO

* A quinta foi de pouca movimentação no mercado brasileiro de soja. Os preços
da oleaginosa nas principais praças do país, por outro lado, oscilaram
bastante.

* Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 64,00 para R$ 63,00.
Na região das Missões, o preço passou de R$ 63,50 R$ 62,50. No porto de Rio
Grande, as cotações recuaram de R$ 69,00 para R$ 67,80 a saca.

* Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca caiu de R$ 61,50 para R$ 60,50. No
porto de Paranaguá (PR), a cotação passou de R$ 66,50 para R$ 66,00.

* Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 59,50. Em Dourados (MS), a
cotação caiu de R$ 57,00 para R$ 55,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$
60,50 para R$ 58,00.

AGENDA

* O IMEA divulga dados sobre o desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso,
no início da sexta.

* O Ministério da Agricultura da Argentina (Minagri) deve liberar, na parte da
manhã, as informações semanais sobre as lavouras daquele país.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS