Porto Alegre, 11 de agosto de 2015 – Na véspera do relatório do USDA e
com queda consistente em Chicago, o mercado brasileiro de soja deverá ter um
dia mais cauteloso. A boa notícia é a firmeza do dólar, que compensa o recuo
técnico em Chicago.
CONAB
* A produção brasileira de soja deverá totalizar 96,203 milhões de toneladas
na temporada 2014/15, com crescimento de 11,7% sobre a safra anterior, que
ficou em 86,12 milhões de toneladas.
* A previsão faz parte do décimo primeiro levantamento da Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab), divulgado nesta manhã. Na previsão anterior, a Conab
previa safra de 96,222 milhões de toneladas.
LAVOURAS EUA
* O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados
sobre as condições das lavouras americanas de soja.
* Segundo o USDA, 63% estão entre boas e excelentes condições, 26% em
situação regular e 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana
passada as condições eram divididas em 63%, 26% e 11%, respectivamente.
USDA
* Analistas consultados pelas agências internacionais apontam que a safra
americana deverá ficar em 3,719 bilhões de bushels. Em julho, o número ficou
em 3,885 bilhões de bushels. Em 2014/15, a safra somou 3,969 bilhões de
bushels, conforme o mais recente levantamento do USDA.
* O corte na estimativa de produção deve ser creditado ao clima chuvoso nas
regiões produtoras dos Estados Unidos. Na avaliação do mercado, o excesso de
umidades deverá comprometer o rendimento.
* Para os estoques finais americanos, o mercado aposta em um número de 305
milhões de bushels, contra 425 milhões do relatório anterior. Para 2014/15, a
previsão é de estoques de 247 milhões, contra 255 milhões projetados em
junho.
* Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial, a indicação do mercado
é de estoques de 90,8 milhões de toneladas para 2015/16, contra 91,8 milhões
indicados em julho. Para a temporada anterior, os analistas projetam estoques
inalterados, em 81,7 milhões de toneladas.
CHICAGO
* Os preços da soja operam em baixa neste momento na Bolsa de Mercadorias
de Chicago (CBOT). A posição novembro recua 1,43% a US$ 9,80 1/4.
* Na segunda-feira, os contratos da soja em grão com entrega em novembro
fecharam com ganho de 3,39%, a US$ 9,94 1/2 por bushel.
CÂMBIO
* O dólar comercial tem alta de 0,7% neste momento, cotado a R$ 3,467.
* A decisão histórica do Banco Central da China (PBoC) de promover a maior
desvalorização diária de sua moeda local (renminbi) em mais de duas décadas
atinge em cheio as divisas de países emergentes e ligadas às commodities pelo
mundo, o que também acontece com o real brasileiro.
* Internamente, os investidores monitoram as articulações em Brasília para
recompor a base aliada.
INDICADORES FINANCEIROS
* As bolsas da Ásia fecharam em baixa. Xangai teve perda de 0,01%. Tóquio
recuou 0,42%.
* As bolsas na Europa operam em baixa. Londres cai 0,8% , Paris tem perda de
1,42% e Frankfurt recua 1,97%.
* O petróleo opera em baixa. A posição setembro do WTI em Nova York tem
perda de 2,62%.
* O dólar recua na comparação com o euro e sobe frente à libra-esterlina.
MERCADO INTERNO
* O mercado brasileiro de soja registrou “movimentação razoável” na
segunda-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque,
todas as praças tiveram negócios no dia, mas o destaque ficou por conta do Rio
Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul.
* Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos valorizou de R$ 77,00 para R$ 78,00.
Na região das Missões, o preço subiu de R$ 76,50 para R$ 77,50. No porto de
Rio Grande, as cotações passaram de R$ 81,00 para R$ 83,00 a saca.
* Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 73,00 para R$ 74,00. No porto
de Paranaguá (PR), a cotação subiu de R$ 79,50 para R$ 80,00.
* Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 65,30 para R$ 66,50. Em
Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 68,00 para R$ 68,50. Em Rio Verde (GO), a
saca subiu em R$ 66,00 para R$ 67,00.
AGENDA
– O Departamento de Economia Rural (Deral) deve atualizar informações sobre a
safra de grãos do Paraná.
Quarta
– China: o índice de produção industrial de julho será publicado às 2h30
pelo departamento de estatísticas do país, NBS.
– EUA: o Departamento de Energia (DoE) informa, às 11h30, os estoques de
petróleo da semana.
– O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga, às 13hs, o
relatório de agosto de oferta e demanda mundial e norte-americana.
Quinta
– O Banco do Brasil divulga, antes da abertura do mercado, o resultado
financeiro do segundo trimestre do ano.
– O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anuncia, às
9h30min, o resultado das exportações semanais norte-americanas de algodão,
soja, milho e trigo.
– A Bolsa de Cereais de Buenos Aires libera, em torno das 15hs, o boletim
semanal com informações sobre as lavouras argentinas.
Sexta
– A FGV divulga, às 8h, o Indice Geral de Preços-10 (IGP-10) referente ao mês
de agosto.
– O Ministério da Agricultura da Argentina (Minagri) deve liberar, na parte da
manhã, as informações semanais sobre as lavouras daquele país.
