Porto Alegre, 23 de março de 2015 – As cotações da soja no mercado
interno oscilaram entre estáveis e mais baixas. Na maioria das praças, o
vendedor recuou, devido à queda do dólar, limitando as negociações. Em
algumas regiões, a demanda no porto garantiu a sustentação dos preços.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 67,50 para R$ 66,80.
Na região das Missões, o preço recuou de R$ 67,00 para R$ 66,20. No porto de
Rio Grande, as cotações caíram de R$ 72,00 para R$ 71,50 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca permaneceu em R$ 65,00. No porto
de Paranaguá (PR), a cotação baixou de R$ 71,00 para R$ 70,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 60,50 para R$ 59,50. Em Dourados
(MS), a cotação seguiu em R$ 59,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu
em R$ 63,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com boas altas, pela segunda sessão
consecutiva. A queda do dólar frente a outras moedas intensificou o movimento
de cobertura de posições vendidas deflagrado na sexta.
Os contratos atingiram os melhores patamares desde o dia 12, com os
operadores aproveitando para recuperar parte das perdas acumuladas nos últimos
dias, provocadas por um quadro fundamental negativo. A expectativa de ampla
oferta mundial e de deslocamento da demanda para a América do Sul persiste e
pode determinar mais baixas no curto prazo.
Mas a segunda ainda foi de recuperação. O mercado começa a se posicionar
frente ao relatório de intenção de plantio, que será divulgado no dia 31
pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A aposta é de
área recorde americana em 2015, mas, possivelmente, abaixo das expectativas
mais otimistas.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 519.464
toneladas na semana encerrada no dia 19 de março, conforme relatório semanal
do USDA. Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 584.532 toneladas.
No ano passado, em igual período, o total fora de 736.520 toneladas. No
acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em
43.652.493 toneladas, contra 39.659.819 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 9,75
centavos de dólar, a US$ 9,83 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação
de US$ 9,88 por bushel, ganho de 10,00 centavos.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo subiu US$ 3,30 por tonelada,
sendo negociada a US$ 327,30 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 31,15 centavos de dólar, alta de 0,47 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 2,63%,
cotado a R$ 3,1430 na compra e a R$ 3,1450 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1440 e a máxima de R$ 3,2200.
