MERCADO: Soja tem pouca movimentação e preço estável nesta terça-feira

Porto Alegre, 9 de junho de 2015 – O mercado interno de soja teve uma
terça-feira de pouca movimentação, com negócios regionalizados saindo nas
praças gaúcha, paulista, paranaense e sul-matogrossense, mas sem volumes
relevantes envolvidos. Os preços ficaram estáveis em relação à
segunda-feira

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos estabilizou em R$ 64,50. Na
região das Missões, o preço ficou em R$ 64,00. No porto de Rio Grande, as
cotações seguiram em R$ 68,50 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca permaneceu em R$ 61,50. No porto
de Paranaguá (PR), a cotação seguiu em R$ 67,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 57,00. Em Dourados (MS), a
cotação ficou em R$ 56,50. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 59,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. A preocupação com o
excesso de umidade em parte da região produtora dos Estados Unidos colocou os
preços nos melhores patamares em três semanas.

Levantamento de ontem do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) indicou que o plantio da oleaginosa se mantém em ritmo inferior ao da
média devido às precipitações. As condições das lavouras ficaram em
percentuais abaixo do esperado pelo mercado, contribuindo para a alta nas
cotações.

Outro ponto que está colaborando para a recuperação dos preços é a boa
demanda por farelo. Os fabricantes de ração estão optando pelo subproduto da
oleaginosa em detrimento do milho e do trigo.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de
7,25 centavos de dólar, a US$ 9,51 1/2 por bushel. A posição agosto teve
cotação de US$ 9,37 por bushel, ganho de 7,75 centavos de dólar.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo subiu US$ 7,00 por tonelada,
sendo negociada a US$ 316,50 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho fecharam a 33,93 centavos de dólar, perda de 0,17 centavo.

USDA

O mercado também buscou um melhora posicionamento frente ao relatório de
junho do USDA,, que será divulgado amanhã e não deverá trazer grandes
surpresas. O Departamento deverá indicar que a safra americana de soja em
2015/16 poderá ficar abaixo da indicada em maio.

Analistas consultados pelas agências internacionais apontam que a safra
deverá ficar em 3,846 bilhões de bushels. Em maio, o número ficou em 3,85
bilhões de bushels. Em 2014/15, a safra somou 3,969 bilhões de bushels,
conforme o mais recente levantamento do USDA.

Para os estoques finais americanos, o mercado aposta em um número de 485
milhões de bushels, contra 500 milhões do relatório anterior. Para 2014/15, a
previsão é de estoques de 342 milhões, contra 350 milhões projetados em
maio.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial, a indicação do
mercado é de estoques de 96,3 milhões de toneladas para 2015/16, contra 96,2
milhões indicados em maio. Para a temporada anterior, os analistas projetam um
leve aumento, de 85,5 milhões para 86 milhões de toneladas.

O USDA também deverá revisar as suas estimativas para a safra
sul-americana em 2014/15. Para o Brasil, o mercado prevê que o USDA eleve a
sua estimativa de 94,5 milhões para 94,76 milhões de toneladas. Para a
Argentina,o USDA deverá elevar a estimativa de 58,5 milhões para 59,18 milhões
de toneladas.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,28%,
cotado a R$ 3,1000 na compra e a R$ 3,1020 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,0920 e a máxima de R$ 3,1180.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS