Porto Alegre, 14 de fevereiro de 2017 – A queda de Chicago e a
volatilidade do dólar prejudicaram os negócios com soja no mercado brasileiro.
Os preços oscilaram entre estáveis e mais baixos.
Rumores indicam operações envolvendo 15 mil toneladas em Goiás e outras
3 mil toneladas no Mato Grosso. Nas demais regiões, o mercado esteve
praticamente paralisado.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 72,00 para R$ 71,00.
Na região das Missões, o preço caiu de R$ 71,50 para R$ 70,50. No porto de
Rio Grande, as cotações recuaram de R$ 75,50 para R$ 74,50 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 68,00 para R$ 67,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 75,50 para R$ 74,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 64,00. Em Dourados (MS), a
cotação ficou em R$ 62,50. Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 65,50 para
R$ 64,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. Pela segunda sessão
consecutiva, fundos e especuladores optaram por realizar lucros, diante do bom
desenvolvimento das lavouras sul-americanas.
À medida que a colheita avança no Brasil, a perspectiva de deslocamento
da demanda mundial do mercado dos Estados Unidos para a América do Sul aumenta.
Apesar de problemas isolados de clima, o sentimento é extremamente favorável
para o Brasil, com SAFRAS & Mercado estimando uma produção de 107 milhões
de toneladas.
Na Argentina, as chuvas que atingiram as regiões produtoras na primeira
metade de janeiro parecem não ter causado os prejuízos inicialmente previstos.
Hoje o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou
para 55 milhões de toneladas a sua previsão, um pouco abaixo do número
oficial do USDA, de 55,5 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
9,25 centavos de dólar, equivalente a 0,87%, cotados a US$ 10,45 por bushel. A
posição maio recuou 9,75 centavos (-0,91%) a US$ 10,56.
No farelo, a posição março fechou com baixa de US$ 3,70 (-1,07%), sendo
negociada a US$ 339,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
março registravam preço de 34,14 centavos de dólar no fechamento, recuo de
0,03 centavo, ou 0,08%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão em queda de 0,48%, cotado a R$ 3,0950
para compra e a R$ 3,0970 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,0940 e a máxima de R$ 3,1290.
Agenda de quarta-feira
– Resultado financeiro da Bunge.
– Reino Unido: taxa de desemprego dos três meses encerrados em dezembro, às
7h30min.
– Eurozona: saldo da balança comercial de dezembro, às 8hs.
– Indice Geral de Preços – 10 (IGP-10) referente a fevereiro – FGV, às
11hs.
– EUA: índice de preços ao consumidor de janeiro, às 11h30min.
– Indice de produção industrial e o nível de utilização da capacidade
instalada referentes a janeiro – Fed, 12h15min. .
– Estoques de petróleo semanais dos EUA, às 13h30min.
– Esmagamento de soja dos EUA em janeiro – NOPA, 15hs.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
