MERCADO: Soja tem dia “vazio” com queda do dólar e de Chicago

Porto Alegre, 25 de janeiro de 2016 – O mercado brasileiro de soja
permaneceu “vazio” nesta terça-feira, conforme o analista de SAFRAS &
Mercado, Evandro Oliveira. Segundo ele, as quedas do dólar e da Bolsa de
Mercadorias de Chicago para a soja travaram os negócios da oleaginosa no
Brasil.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 84,50 para R$ 83,50. Na
região das Missões, o preço ficou em R$ 83,50. No porto de Rio Grande, as
cotações passaram de R$ 87,00 para R$ 86,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca baixou de R$ 75,00 para R$ 74,00.
No porto de Paranaguá (PR), a estabilizou em R$ 81,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 71,00. Em Dourados (MS), a
cotação recuou de R$ 71,00 para R$ 69,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu
em R$ 76,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. A queda de 6% nos
índices acionários de Xangai trouxeram de volta as preocupações sobre a
demanda chinesa.

O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras na América do Sul
também pesou sobre os contratos. Os dois países deverão colher safras cheias,
aumentando a oferta global da oleaginosa e a disputa no mercado internacional.

As perdas de hoje só não foram mais significativas devido à reação nos
preços do petróleo em Nova York. Após iniciar o dia em baixa, o barril
reagiu e subiu mais de 6%.

As importações de soja em grão da China totalizaram 9,12 milhões de
toneladas em dezembro, com avanço de 6,94% sobre igual mês de 2014. Os
dados são da Administração Geral de Alfândegas e Portos da China. Em
novembro, as importações somaram 7,39 milhões de toneladas.

Em 2015, as compras chinesas totalizaram 81,69 milhões de toneladas. Na
comparação com igual período do ano passado, houve um avanço de 14,42%.

O Brasil foi o principal fornecedor da China no ano passado, com 40,08
milhões de toneladas e um aumento de 25,22% sobre o ano anterior. Somente
em dezembro, os embarques brasileiros para a China somaram 1,015 milhão de
toneladas, com elevação de 494% sobre dezembro de 2014.

Os Estados Unidos foram responsáveis pelo desembarque de 28,414 milhões
de toneladas nos portos chineses em 2015, com recuo de 5,37% sobre o ano
anterior. No mês passado, as importações chinesas de soja americana caíram
14,56% sobre o mesmo período de 2014, somando 6,65 milhões de toneladas.

A Argentina apresentou significante aumento de 57,19% nas vendas para a
China em 2015, somando 9,438 milhões de toneladas. Em dezembro, a China
recebeu 865,84 mil toneladas da Argentina, com aumento de 372%.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
4,00 centavos de dólar, a US$ 8,76 1/2 por bushel. A posição maio teve
cotação de US$ 8,78 1/2 por bushel, recuo de 3,25 centavos.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 2,60
por tonelada, sendo negociada a US$ 269,90 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março registravam preço de 30,74 centavos de dólar, perda
de 0,30 centavo ante o fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações em baixa de 0,67%, cotado a R$
4,0670 para compra e a R$ 4,0690 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0530 e a máxima de R$ 4,1240.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS