Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2016 – O mercado brasileiro de soja
travou nesta sexta-feira. Os preços apresentaram poucas oscilações, mesmo com
a recuperação do dólar. Os produtores seguem com as atenções voltadas para
a colheita.
A colheita de soja avançou no Brasil e atinge 33,3% da área estimada,
conforme levantamento de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 26 de
fevereiro. Na semana anterior, o total colhido era de 24%. Os trabalhos estão
acima de igual período do ano anterior (28%) e também frente à média normal
para o período, de 28,8%.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 76,50 para R$ 77,00. Na
região das Missões, o preço recuou de R$ 76,50 para R$ 76,00. No porto de
Rio Grande, as cotações seguiram em R$ 80,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 70,50 para R$ 70,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 76,00 para R$ 76,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 67,50. Em Dourados (MS), a
cotação seguiu em R$ 64,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 66,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. Os contratos atingiram o
menor nível em dois meses, por conta do bom avanço da colheita no Brasil e
pela firmeza do dólar frente a outras moedas.
O quadro de oferta e demanda divulgado hoje pelo Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou redução na oferta americana, mas
o dado não foi suficiente para conter a queda nos contratos. Na semana, maio
caiu 1,96%.
Os estoques finais norte-americanos em 2016/17 deverão ficar em 440
milhões de bushels, contra 450 milhões de 2015/16. A relação estoque/consumo
cairia de 12,1% para 11,4%. As informações foram divulgadas pelo USDA, após
o Fórum anual da instituição.
A aposta é de recuo na área a ser plantada, que passaria de 82,7 milhões
de acres para 82,5 milhões de acres em 2016/17. A produção está estimada em
3,810 bilhões de bushels, contra 3,930 bilhões. O esmagamento está projetado
em 1,9 bilhão de bushels, avançando na comparação com 2015/16, de 1,88
bilhão. As exportações deverão subir de 1,69 bilhão para 1,825 bilhão de
bushels. O USDA indica preços médios na temporada 2016/17 de US$ 8,50 por
bushel, contra US$ 8,80 da temporada anterior.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
4,00 centavos de dólar, a US$ 8,55 por bushel. A posição maio teve cotação
de US$ 8,63 1/2 por bushel, perda de 2,00 centavos.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com perda de US$ 2,80
por tonelada, sendo negociada a US$ 257,20 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março registravam preço de 31,03 centavos de dólar,
elevação de 0,38 centavo ante o fechamento anterior.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações em alta de 1,24%, cotado a R$
3,9980 para compra e a R$ 4,00 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9320 e a máxima de R$ 4,0190.
Na semana, o dólar registrou queda de 0,57%.
