MERCADO: Soja tem dia lento no Brasil / MT teve boa movimentação

Porto Alegre, 21 de agosto de 2015 – O mercado brasileiro de soja
apresentou negócios isolados nesta sexta-feira, com destaque para a entrada de
uma trading no Mato Grosso, que movimentou bem e elevou os preços. “Nas
demais regiões, poucos negócios no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e
São Paulo”, acrescentou o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos estabilizou de em 74,50. Na
região das Missões, o preço ficou em R$ 74,00. No porto de Rio Grande, as
cotações subiram de R$ 78,00 para R$ 78,50 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou baixou de R$ 71,00 para R$ 70,50.
No porto de Paranaguá (PR), a cotação subiu de R$ 75,50 para R$ 76,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 63,50 para R$ 65,80. Em Dourados
(MS), a cotação baixou de R$ 66,00 para R$ 65,50. Em Rio Verde (GO), a saca
recuou de R$ 63,00 para R$ 62,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. A previsão de clima
favorável para as lavouras americanas e a preocupação com a demanda pela
oleaginosa determinaram a queda nos preços.

No acumulado da semana, a posição novembro acumulou desvalorização de
3,7%. Os institutos projetam chuvas até o final do mês, garantindo a boa
evolução da planta em um período considerado crítico para a definição do
potencial produtivo da safra americana.

No “crop tour” realizado ao longo da semana pela Pro Farmer, a contagem
de vagem nos principais estados produtores dos Estados Unidos ficou acima da
média, fato que ajuda a pressionar o mercado. Os resultados finais do
levantamento serão divulgados ainda hoje.

Além do fator clima, as preocupações com a economia chinesa foram
renovadas com a forte queda da bolsa de Xangai. O mercado se preocupa com
um possível enfraquecimento da demanda da China por commodities, entre elas
a soja. Até o momento, não há sinal de arrefecimento. Em julho, a China
adquiriu o volume recorde de 9,5 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro recuaram 16,00
centavos de dólar, a US$ 9,05 1/4 por bushel. A posição novembro tinha
cotação de US$ 8,89 1/2 por bushel, perda de 17,00 centavos de dólar.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo recuou US$ 3,50 por
tonelada, sendo negociada a US$ 326,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em setembro registravam preço de 27,36 centavos de dólar, baixa de
0,67 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,98%,
cotado a R$ 3,4930 para compra e a R$ 3,4950 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4600 e máxima de R$ 3,5080.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS