MERCADO: Soja tem dia lento, mesmo com boa alta em Chicago

Porto Alegre, 17 de outubro de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve
um dia de poucos negócios e de comportamento regionalizado dos preços.
Apesar da boa alta em Chicago, o dólar apresentou volatilidade e limitou ganhos
mais consistentes. Em algumas praças os preços caíram, refletindo a
sazonalidade do avanço da colheita no Brasil.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 74,00 para R$ 74,20 a
saca. Na região das Missões, o preço também avançou de R$ 74,00 para R$
74,20. No porto de Rio Grande, as cotações seguiram em R$ 75,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 75,00 para R$ 74,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca ficou subiu de R$ 75,50 para R$ 77,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 77,00 para R$ 77,50. Em Dourados
(MS), a cotação caiu de R$ 72,00 para R$ 71,00. Em Rio Verde (GO), a saca
baixou de R$ 78,00 para R$ 76,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. A demanda firme pela
soja americana, o bom desempenho do óleo e o clima seco na América do Sul
garantiram a alta nas cotações.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.508.997
toneladas na semana encerrada no dia 10 de outubro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.801.832 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 2.374.736 toneladas. No
acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em
7.714.443 toneladas, contra 6.770.243 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA)
informou que o esmagamento de soja atingiu 129,4 milhões de bushels em
setembro. O número ficou abaixo do registrado em julho, de 131,8 milhões. O
mercado apostava em número de 130,5 milhões de bushels para setembro.

O óleo atingiu hoje o maior patamar em 15 meses, sustentado pelo aperto na
oferta mundial de óleos comestíveis, caso da soja e da palma. O clima seco
poderia prejudicar a produtividade da safra sul-americana, o que também
contribuiu para a elevação. Durante o dia, a posição novembro do grão bateu
no maior nível desde 22 de setembro.

Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com
alta de 15,75 centavos de dólar, equivalente a 1,63%, cotados a US$ 9,78 1/4. A
posição janeiro avançou também 15,75 centavos, ou 1,62%, para US$ 9,86.

No farelo, a posição dezembro fechou com alta de US$ 2,90 (+0,96%), sendo
negociada a US$ 303,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
dezembro registravam preço de 35,48 centavos de dólar, alta de 1,06 centavo ou
3,08%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações com alta de 0,12%, cotado a R$
3,2070 para compra e a R$ 3,2090 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1900 e a máxima de R$ 3,2180.

Agenda de terça-feira

– Desenvolvimento das lavouras no Paraná – Deral, na parte da manhã.

– Dados da pesquisa mensal do comércio (PMC), IBGE, às 9hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS