MERCADO: Soja tem dia de poucos negócios e preços pouco alterados

Porto Alegre, 23 de agosto de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia de poucos negócios e de preços pouco alterados no Brasil. Os principais
formadores do preço doméstico tiveram comportamento divergente: o dólar subiu
forte e Chicago recuou.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 84,50 para R$ 85,00
a saca. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 84,00. No porto
de Rio Grande, as cotações seguiram em R$ 91,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 83,00 para R$ 84,50 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 90,50 para R$ 91,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 78,00 para R$ 77,50. Em Dourados
(MS), a cotação ficou em R$ 80,50. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$
80,00 para R$ 81,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. O mercado foi
pressionado pelos sinais cada vez mais evidentes de os Estados Unidos colherão
a maior safra da história.

A crop tour da Pro Farmer indicou produtividade acima do ano passado e da
média em três anos em Illinois e na região oeste de Iowa. Até o momento,
todos os estados indicaram rendimento acima do esperado. Os números finais
serão divulgados amanhã, às 15h30min.

Outro ponto que ajudou nas perdas foi a intensificação da guerra
comercial entre China e Estados Unidos. Entraram em vigor na madrugada de
hoje as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos a US$ 16 bilhões de bens
importados da China, ao que Pequim já anunciou retaliação na mesma medida,
em mais um episódio da disputa comercial entre as duas maiores economias do
mundo.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram em 152.700 toneladas
na semana encerrada em 16 de agosto. O número ficou 14% superior à semana
anterior e 37% abaixo da média das últimas quatro semanas. O maior importador
foi a Indonésia, com 88,7 mil toneladas.

Para a temporada 2018/19, foram mais 1.148.600 toneladas. Somando-se as
duas temporadas, analistas projetavam exportações entre 500 mil e 950 mil
toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de
16,25 centavos de dólar (-1,89%), a US$ 8,42 por bushel. A posição novembro
teve cotação de US$ 8,54 por bushel, perda de 16,25 centavos (-1,86%) centavos
de dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com perda de US$
7,40 (-2,3%), sendo negociada a US$ 313,70 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em setembro fecharam a 28,03 centavos de dólar, com baixa de
-0,19 centavo ou -0,67%.

Câmbio

A disparada do dólar continua e a moeda fechou em alta (+1,65%) pelo
sétimo pregão consecutivo, cotada a R$ 4,1240 para venda – maior nível desde
21 de janeiro de 2016, quando o dólar fechou na máxima histórica, de R$
4,1660. A reação foi ao movimento de forte aversão ao risco, somado ao
cenário eleitoral.

Agenda de sexta

– Alemanha: o índice de preços ao produtor de julho será publicado às 3h
pelo departamento oficial de estatísticas do país.

– Avanço da colheita de milho no MT – IMEA, no início do dia.

– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Ministério da Agricultura, na
parte da manhã.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS