MERCADO SOJA: Queda em Chicago trava negócios no Brasil

   São Paulo, 15 de agosto de 2022 – Os preços da soja caíram bem nesta segunda-feira no mercado brasileiro, acompanhando a forte queda nos contratos futuros em Chicago. Os produtores se afastaram do mercado e a comercialização travou.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 184,50 para R$ 182,50. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 184,00 para R$ 182,00. No Porto de Rio Grande, o preço diminuiu de R$ 191,00 para R$ 189,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 179,50 para R$ 174,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca desvalorizou de R$ 190,50 para R$ 185,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 172,50 para R$ 169,50. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 173,00 para R$ 170,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 168,00 para R$ 164,00.

Chicago

   Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte baixa. A previsão de clima favorável à produção americana e o clima de aversão ao risco no financeiro – com forte queda do petróleo – pressionaram as cotações.

   As regiões produtoras de soja, milho e algodão do Meio Oeste dos Estados Unidos devem ter pancadas de chuvas eventuais nesta semana, principalmente de sexta-feira a domingo. Segundo o agrometeorolgista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos, não são ocorrências volumosas ou generalizadas, mas, caso se confirmem, devem favorecer condições “razoavelmente favoráveis” ao pleno desenvolvimento das lavouras.

   Santos alerta que os próximos quinze dias serão essenciais para a finalização da safra. “As chuvas devem trazer um pouco mais de tranquilidade ao mercado”, finalizou.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 744.571 toneladas na semana encerrada no dia 8 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 575 mil toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 41,00 centavos de dólar por bushel ou 2,67% a US$ 14,94 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,12 1/4 por bushel, com perda de 42,00 centavos ou 2,88%.

   Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 12,50 ou 2,68% a US$ 452,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 68,94 centavos de dólar, com baixa de 0,59 centavo ou 0,84%.

Câmbio

   O dólar comercial fechou em alta de 0,35%, cotado a R$ 5,0920. Os indicadores decepcionantes da economia chinesa voltaram a precificar o temor de uma recessão global, o que afetou o valor das commodities e moedas emergentes ligadas a elas.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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