MERCADO SOJA: Queda do dólar prejudica negócios no Brasil

    Porto Alegre, 6 de novembro de 2020 – Os preços da soja perderam força na maior parte das regiões produtoras nessa sexta, impactados pela forte queda do dólar frente ao real e pelo recuo moderado da posição janeiro em Chicago. A movimentação seguiu praticamente travada e os produtores focam no plantio.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 175,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 174,50 para R$ 175,00. No porto de Rio Grande, o preço baixou de R$ 172,00 para R$ 171,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 175,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 156,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 180,00 para R$ 178,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 179,00. Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 183,00 para R$ 178,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mistos e perto da estabilidade. As duas primeiras posições realizaram lucros, enquanto as demais foram sustentadas pelos fatores fundamentais. O mercado buscou consolidar um posicionamento frente aos bons ganhos da semana, acima de 4%.

    Uma correção técnica já era esperada e só não determinou perdas generalizadas devido a novos sinais de demanda aquecida pela soja americana. Hoje o USDA anunciou a venda de 132 mil toneladas por parte de exportadores privados para a China, de 272,15 mil para destinos não revelados e de 30 mil toneladas de óleo de soja para a Coreia do Sul.

    Os agentes também se posicionam frente ao relatório de novembro do USDA, que será divulgado na terça, 10.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,253 bilhões de bushels. Em outubro, o número era de 4,268 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, a aposta é de 239 milhões de bushels para 2020/21. Em setembro, o número ficou em 290 milhões.

    A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 87,6 milhões de toneladas, contra 88,7 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 93,8 milhões para 93,1 milhões de toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 2,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,2% a US$ 11,01 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,99  por bushel, com ganho de 1,25 centavo ou 0,11%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,40 ou 1,39% a US$ 382,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 35,34 centavos de dólar, baixa de 0,13 centavo ou 0,36%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 2,84%, sendo negociado a R$ 5,3880 para venda e a R$ 5,3860 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3860 e a máxima de R$ 5,5750. Na semana, o dólar registrou queda de 6,11%, na maior queda percentual semanal desde junho (-6,57%).

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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