Porto Alegre, 5 de janeiro de 2022 – Os preços da soja voltaram a subir nesta quarta-feira no mercado físico brasileiro, seguindo os ganhos de Chicago e do dólar. Mas a movimentação segue restrita e os agentes acompanham o clima e seu efeito sobre o potencial produtivo.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 182,50 para R$ 185,00 a saca. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 181,50 para R$ 184,00. No Porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 185,50 para R$ 188,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 175,50 para R$ 178,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 180,50 para R$ 183,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 167,00 para R$ 170,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 167,00 para R$ 170,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 165,00 para R$ 166,00.
Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em alta, em dia de muita volatilidade. Após bater ontem no maior patamar em cinco meses, o mercado teve uma sessão de ajustes e consolidação.
No final do dia, persistiu os temores com o clima seco na América do Sul e o impacto sobre o potencial produtivo. Cada dia sem chuva faz os produtores recalcularem os prejuízos e o tamanho da nova safra sul-americana.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou hoje a venda de 132 mil toneladas de soja em grão por parte dos exportadores privados para destinos não revelados. Amanhã, o USDA divulga os dados para as exportações semanais. A expectativa é de vendas entre 300 mil e 900 mil toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 5,50 centavos de dólar por bushel ou 0,39% a US$ 13,94 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 14,03 por bushel, com ganho de 5,25 centavos ou 0,37%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 1,30 ou 0,31% a US$ 413,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 59,44 centavos de dólar, com alta de 1,11 centavo ou 1,9%.
Câmbio
O dólar comercial fechou em R$ 5,7100, com alta de 0,36%. Volátil durante toda a sessão, a moeda norte-americana virou após a divulgação da ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que deu indícios de aceleração do tapering (remoção de estímulos) e antecipação do aumento dos juros.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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